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Análise do sistema nitrérgico em astrócitos após estimulação de receptores de ATP: avaliação do envolvimento dos receptores A1 e A2a de adenosina

Processo: 15/25107-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Vigência (Início): 10 de fevereiro de 2016
Vigência (Término): 09 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Debora Rejane Fior Chadi
Beneficiário:Karina Lucatto Marra
Supervisor no Exterior: Ana Maria Ferreira de Sousa Sebastiao
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade de Lisboa, Portugal  
Vinculado à bolsa:15/08212-2 - Análise dos níveis da enzima óxido nítrico sintase neuronal (nNOS) no bulbo dorsal de ratos após knockdown dos receptores A1 e A2a de adenosina, BP.IC
Assunto(s):Óxido nítrico   Adenosina   Astrócitos

Resumo

A adenosina desempenha papel fundamental na excitabilidade neuronal e transmissão sináptica no SNC, fazendo parte de um grupo de substâncias que agem como moduladoras endógenas, o que possibilita a regulação da atividade fisiológica em muitos órgãos, tecidos e células. Os receptores A1 e A2 têm grande distribuição pelo sistema nervoso central (SNC) e grande afinidade pela adenosina, que é capaz de modular o controle cardiovascular no núcleo do trato solitário (NTS) de ratos. Este núcleo recebe aferências primárias dos baro e quimiorreceptores, possibilitando ajustes homeostáticos instantâneos. Além disso, foi observado alta densidade de sítios de recaptação de adenosina no NTS, sugerindo uma ação modulatória importante da adenosina sobre o controle cardiovascular. O gás NO é um radical livre sintetizado pela enzima oxido nítrico sintase (NOS) existente em neurônios do NTS, sendo que esse gás participa do efeito hipotensor no NTS, desencadeado pela ativação dos receptores A2A de adenosina. Os astrócitos são parceiros ativos na sinapse tripartida, que compreende o terminal pré-sináptico, o pós-sináptico e o astrócito associado. Neste tipo de arranjo, os astrócitos respondem a um estímulo através da liberação de Ca2+ intracelular que, quando em níveis elevados, podem causar inúmeras consequências. Com isso, neurotransmissores que induzem aumento na concentração de cálcio no astrócito podem induzir a formação de óxido nítrico que pode, por sua vez, modular retrogradamente a neurotransmissão. Como a atividade sináptica e a modulação por neurotransmissores regula a síntese de oxido nítrico nos astrócitos ainda não é completamente estabelecido nos diferentes sistemas, pretende-se, com esse projeto, desenvolver a cultura de astrócitos de ratos e estimular estas células com agonistas de receptores do ATP e adenosina e serão observadas as alterações nos níveis intracelulares de Ca2+ e da nNOS astrocitária, bem como de nitrito no meio. A influência da ativação de receptores A1 e A2A neste processo também será avaliada. Os objetivos serão alcançados com a interação da aluna no laboratório da Prof. Ana Maria Sebastião, onde aprenderá novos conceitos de interação entre neurotransmissores, a cultura de astrócitos e a quantificação dos níveis de Ca2+. As análises poderão ser finalizadas no Brasil nas etapas subsequentes.