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Utilização de RCD como material não-plástico para a produção de tijolos cerâmicos

Processo: 15/13674-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária
Pesquisador responsável:Silvio Rainho Teixeira
Beneficiário:Milena Gomes Talavera Gaspareto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Materiais de construção   Materiais cerâmicos   Cerâmica vermelha   Tijolos   Granulometria   Homogeneização   Resíduos sólidos   Prensas   Estudos experimentais

Resumo

Neste trabalho será adotado o método de incorporação de resíduos de construção e demolição (RCD, entulho), na massa cerâmica, para a produção de tijolos maciços e blocos para calçamento. A massa cerâmica é composta de materiais argilosos; como as argilas da região que apresentam alta plasticidade e necessitam da adição de material não plástico (como solo arenoso) para adequar sua composição e plasticidade. A metodologia experimental proposta baseia-se no aproveitamento do RCD como material não plástico, cuja composição pré-estabelecida é de 50/30/20: cerâmica, argamassa e concreto. O RCD será triturado para um tamanho menor que 10 (dez) milímetros, o qual será misturado com a argila, cimento e água, utilizando uma betoneira, para homogeneizar a mistura. A distribuição granulométrica do RCD e da argila será obtida utilizando peneiras de malhas com 10 mm com tamanhos inferiores. A proporção de cimento variará de 10 a 20% em peso do RCD e de água será determinada de acordo com a plasticidade obtida para a mistura. Após a homogeneização, o material será prensado utilizando matrizes de aço e uma prensa hidráulica manual, com carga, inicial, de 7 tf (sete toneladas-força); para obtenção dos corpos de provas (CPs) cilíndricos (f = 30mm), com aproximadamente 60 mm de altura. Os CPs serão preparados em triplicatas para obtenção de valores médios com desvios padrão. Após o tempo de secagem (24 horas) em estufa (110°C), os CPs serão pesados para determinação da perda de massa e retração linear de secagem; então serão queimados, em temperaturas entre 900,1000 e 1100°C, utilizando um forno elétrico (marca EDG, modelo 3000). Após a queima os CPs serão medidos e pesados, para determinação de perda de massa e retração linear de queima. Após estas medidas, serão realizados ensaios de resistência à compressão, absorção de água, massa específica aparente e porosidade aparente. Essas análises irão ajudar a determinar as propriedades do material cerâmico, para cada composição e definir sua melhor aplicação. Deste modo, será avaliada a possibilidade de utilização do RCD na produção de um novo produto cerâmico, dando mais uma opção de aproveitamento deste resíduo como matéria prima.