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Estudo da interação da proteína g do vírus sincicial respiratório humano com flavonóides para desenho de antivirais

Processo: 15/09261-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Fátima Pereira de Souza
Beneficiário:Vitor Brassolatti Machado
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Infecções respiratórias   Inibidores   Virologia

Resumo

O Vírus Sincicial Respiratório Humano (hRSV) é o principal agente associado a doenças respiratórias crônicas como bronquiolite e principalmente asma que apresentam sintomas análogos em pacientes de alto risco como prematuros, imunocomprometidos e idosos em que a resposta inflamatória inata e deletéria está vinculada ao RSV e a asma. Atualmente as patologias causadas pelo RSV não são bem entendidas e os dados de desenvolvimento de vacinas não são satisfatórios. A glicoproteína G localizada na superfície do vírus sincicial respiratório humano modula e regula a interação do vírus com a membrana da célula hospedeira e consequentemente exerce um papel chave na propagação do vírus. A determinação da identidade e caracterização biofísica desta proteína contribuirá para desvendar o mecanismo de interação vírus-hospedeiro, e este entendimento abriria o caminho para o desenho de alvos terapêuticos ou vacinais que é de suma importância na busca por inibidores da infecção por RSV. Nossos resultados direcionaram nossas atenções para o flavonóide quercetina como possível alvo anti-RSV, neste sentido, a molécula de quercetina servirá como uma plataforma estrutural para a geração e síntese de diversas moléculas análogas. Paralelamente, nosso grupo obteve êxito na clonagem e expressão do gene da proteína G do RSV. A proteína G recombinante será testada quanto à sua interação com quercetina e seus derivados. Este estudo será realizado por espectroscopia de fluorescência, dicroísmo circular que serão técnicas que permitirão compreender o mecanismo da interação. A presente proposta vem de encontro com o cenário epidemiológico que pede a manutenção dos esforços científicos na busca por eficientes fármacos anti-RSV, e está associada à experiência do nosso grupo no referido assunto. O potencial da ação antiviral das moléculas de quercetina poderão esclarecer questões diversas como: qual a forma de interação existente entre a proteína G e os potenciais inibidores da infecção do RSV? Qual a influência destas moléculas inibidoras no bloqueio da interação com o receptor celular? Os resultados do presente estudo propiciarão conhecer a estabilidade da proteína e o sítio de interação de pequenos ligantes, possibilitando obter modelo de interação e propor modelos terapêuticos eficientes.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MACHADO, VITOR BRASSOLATTI; DE SA, JESSICA MAROSTICA; MIRANDA PRADO, ANA KARLA; DE TOLEDO, KARINA ALVES; REGASINI, LUIS OCTAVIO; DE SOUZA, FATIMA PEREIRA; CARUSO, ICARO PUTINHON; FOSSEY, MARCELO ANDRES. Biophysical and flavonoid-binding studies of the G protein ectodomain of group A human respiratory syncytial virus. HELIYON, v. 5, n. 3 MAR 2019. Citações Web of Science: 0.

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