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O lugar da família no cuidado em Saúde mental: reflexões com familiares usuários de um CAPS

Processo: 15/22348-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Carla Guanaes Lorenzi
Beneficiário:Mayara Bhering Duarte
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Saúde mental   Serviços de saúde mental   Reforma psiquiátrica   Construcionismo social   Relações familiares   Entrevista   Técnicas psicológicas   Dados qualitativos

Resumo

A lógica do cuidado em Saúde mental vem se transformando a partir do movimento da reforma psiquiátrica, valorizando modelos substitutivos de assistência que buscam trabalhar o cuidado de maneira associada à reinserção do paciente na vida em sociedade. Exemplos desses serviços são os CAPS (centro de atenção psicossocial), que possui um caráter comunitário, visando criar uma rede de acompanhamento ao paciente. Junto com essas transformações de cuidado, vem a preocupação com a participação da família no tratamento, já que essa logica pressupõe que o paciente, sempre que possível, permaneça inserido em suas redes socais e comunitárias locais. Em consonância com estudos da literatura que apontam a necessidade de suporte adequado à família para o cuidado em saúde mental, o presente projeto de pesquisa busca compreender como familiares de usuários de um CAPS significam sua participação no cuidado em saúde mental, buscando entender quais são os papeis, segundo o familiar, que ele deve assumir em sua relação com o paciente no contexto do tratamento; compreender o que pode favorecer ou dificultar a relação dos pacientes na interação com os familiares, segundo a visão deste; analisar como os familiares percebem a relação com os pacientes; e investigar como é a relação dos familiares com o serviço de saúde mental. Assim, serão realizadas entrevistas individuais, semiestruturadas com familiares de pacientes que frequentam um CAPS de uma cidade de médio porte do interior do estado de São Paulo. As entrevistas serão gravadas e transcritas e serão submetidas a procedimentos qualitativos de análise, embasando-se no construcionismo social. Espera-se que este estudo possa contribuir com a melhor compreensão dos limites e potencialidades da participação das famílias no cuidado em saúde mental, dando subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas nessa direção.

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