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Crônica de guerra: um estudo comparado entre os correspondentes Rubem Braga e Joel Silveira durante a Segunda Guerra Mundial

Processo: 15/15036-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Jornalismo e Editoração
Pesquisador responsável:Arlindo Rebechi Junior
Beneficiário:Tamiris Tinti Volcean
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Gêneros jornalísticos   Segunda Guerra Mundial (1939-1945)   Dialogismo   Competência discursiva   Discurso literário   Análise documentária   Estudo comparativo

Resumo

A crônica especializada de guerra, enquanto gênero discursivo híbrido, intersecção entre a linguagem jornalística e a linguagem literária, ganhou o espaço dos jornais durante a Guerra da Criméia (1854). No Brasil, sua gênese pode ser demarcada com o envio de correspondentes à Guerra do Paraguai (século XIX) e, posteriormente, com ampla participação na Guerra de Canudos (1897). Apesar de já inserida no conteúdo jornalístico do país desde o século XIX, é durante as duas guerras mundiais que esse gênero discursivo ganha destaque e se difunde em larga escala nos periódicos nacionais. Nesta pesquisa, pretende-se abordar as crônicas produzidas durante a Segunda Guerra Mundial pelos correspondentes Rubem Braga, enviado do Diário Carioca, e Joel Silveira, enviado dos Diários Associados, no período de setembro de 1944 a maio de 1945. Rubem Braga, posteriormente, reuniu suas crônicas no livro "Com a FEB na Itália", publicado em 1945, enquanto Joel Silveira publicou nesse mesmo ano o compilado dos seus escritos de guerra em "Histórias de Pracinhas" (1945), dando, ambos, mostras da repercussão e perenidade de tais textos como marcos da crônica brasileira à época. Tendo como córpus privilegiado de pesquisa as crônicas tal como foram originalmente publicadas nos jornais da época, esse estudo, a partir de pesquisa documental, tem como propósito reunir e analisar comparativamente a produção textual de Braga e Silveira a partir do conceito de dialogismo defendido por Bakhtin (1979), demonstrando os pontos de convergência e divergência presentes no estilo narrativo de cada um dos correspondentes. Com vista às diferenças estruturais e semânticas na construção textual de ambos os cronistas, objetiva-se delinear, de modo mais preciso, um possível diálogo textual entre o discurso jornalístico e o discurso literário, com o foco em dois observadores colocados em uma situação-limite e traumática da experiência e vivência da guerra.