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Investigação do papel dos receptores de potencial transitório do tipo vanilóide 1 na hipersensibilidade nociceptiva herpética e pós-herpética

Processo: 15/22182-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2016
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Thiago Mattar Cunha
Beneficiário:Janaina de Andrade Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/19670-0 - Mecanismos envolvidos na fisiopatologia da artrite reumatóide, dor e sepse, AP.TEM
Assunto(s):Dor   Inflação   Farmacologia

Resumo

A neuralgia herpética (NH) é caracterizada por erupções cutâneas vesiculares dolorosas resultantes da reativação do vírus Varicela-Zóster (VVZ) nos gânglios das raízes dorsais (GRDs) ou nos nervos cranianos, décadas após a infecção primária de varicela. Entretanto, mesmo após a resolução da lesão cutânea, a dor pode persistir por meses ou até anos, sendo então denominada de neuralgia pós-herpética (NPH). Como modelo animal de NH e NPH utiliza-se a infecção por herpes simplex vírus tipo-1 (HSV-1), que infecta igualmente humanos e murinos, e é da mesma família que o VZV. Sabe-se que, tanto a imunidade inata quanto a adaptativa têm participação no controle da infecção pelo HSV-1. Não obstante, o HSV-1 (e o VZV) é capaz de alcançar o corpo celular dos neurônios sensoriais, os quais parecem ter papel igualmente importante durante a infecção. Interessantemente, uma subpopulação destes neurônios sensoriais, de pequeno e médio diâmetro, responsáveis pela transmissão da dor expressam o receptor de Potencial Transitório V1 (TRPV1). A ativação deste receptor esta envolvida na modulação da dor inflamatória e da dor neuropática resultante da lesão de nervos periféricos, e seu antagonismo tem se mostrado promissor como ferramenta de analgesia contra diferentes modalidades de dor aguda e crônica. Adicionalmente, este receptor é expresso por células não neuronais que atuam no sistema imune, como as células gliais, macrófagos e células dendríticas, representando assim mais um possível local de modulação das neuralgias H e PH. Apesar de alguns estudos apontarem para um possível envolvimento dos receptores TRPV1 nas neuralgias herpética e pós-herpética, pouco avanço foi alcançado no sentido de se determinar os mecanismos envolvidos na gênese da dor nestas neuralgias e qual a importância dos receptores TRPV1 neste cenário. Neste sentido, o objetivo do presente estudo seria avaliar qual o papel dos receptores TRPV1 no desenvolvimento da hipersensibilidade nociceptiva herpética e pós-herpética, com o intuito de apontar o antagonismo do receptor como um possível novo alvo terapêutico para o tratamento destas condições dolorosas de difícil tratamento.