Busca avançada
Ano de início
Entree

Análise da eficácia analgésica, da ação sobre as cicloxigenases 1 e 2 e investigação dos efeitos adversos do uso da dipirona ou do carprofeno na analgesia pós-operatória em cães submetidos a orquiectomia

Processo: 15/19931-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Aline Magalhães Ambrósio
Beneficiário:Karina D'Angelo Campos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anestesiologia   Cirurgia laparoscópica animal   Período pós-operatório   Dor   Orquiectomia   Dipirona   Cães

Resumo

A dor é hoje considerada o quinto sinal vital a ser avaliado em qualquer paciente e é uma condição que exige tratamento em toda e qualquer situação, não havendo justificativas para deixar de aliviá-la. A dor pós-operatória merece muita atenção, pois se estima que em 5 a 80% dos casos nos quais ela é inadequadamente tratada, haja evolução para a dor crônica. Dentre os fármacos que se dispõe para realizar o controle da dor, encontra-se a dipirona, um analgésico não opioide indicado para o tratamento de dores leves a moderadas e, em associação com outros agentes, para produzir maior eficiência analgésica e menor incidência de efeitos adversos. No entanto, apesar de ser largamente utilizada em pequenos animais, há poucos estudos em medicina veterinária que se dedicaram à determinação da sua eficácia e segurança. Além disso, o seu mecanismo de ação permanece até hoje incerto, e ainda existem polêmicas que cercam a dipirona quanto aos seus efeitos adversos - como é o caso das discrasias sanguíneas, motivo pelo qual a dipirona é banida de alguns países como os Estados Unidos e a Suécia. Tendo em vista este panorama, o objetivo do presente estudo é trazer uma análise de um dos possíveis mecanismos de ação da dipirona, a inibição das enzimas cicloxigenases 1 e 2, através da avaliação das concentrações de prostaglandina E2 e de tromboxano B2 ao longo do perioperatório em animais tratados com dipirona ou carprofeno. Além disso, o presente estudo se propõe a avaliar a eficácia analgésica da dipirona como único analgésico pós-operatório e compará-la ao carprofeno, além de investigar a ocorrência de efeitos adversos associados a ela após um período de 7 dias de administração através da monitoração do hemograma dos animais e da aplicação de um questionário sobre os proprietários destes.