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Respostas de defesa associadas a parede celular de cana-de-açúcar infectada por Sporisorium scitamineum

Processo: 16/00118-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 27 de abril de 2016
Vigência (Término): 23 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Maria Lúcia Carneiro Vieira
Beneficiário:João Paulo Rodrigues Marques
Supervisor no Exterior: Niranjan Baisakh
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Local de pesquisa : Louisiana State University (LSU), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:12/25315-1 - Histopatologia da interação - Sporisorium scitamineum vs. cana-de-açúcar, BP.PD
Assunto(s):Histopatologia   Sporisorium scitamineum

Resumo

O carvão da cana-de-açúcar é uma doença causada pelo fungo Sporisorium scitamineum que limita a produtividade da cana no Brasil e em outras regiões produtoras de cana no mundo. A doença causa a redução do diâmetro e do desenvolvimento do caule, diminui o número de perfilhos comerciais, promove o aumento de fibras, reduzindo os níveis de extração de sacarose da planta. O fungo leva o desenvolvimento de um sorus em forma de chicote, o qual é responsável por produzir, abrigar e dispersar os teliósporos do S. scitamineum. Devido a sua importância econômica, a resistência ao carvão da cana-de-açúcar é uma característica agronômica desejável avaliada em programas de melhoramento. A parede celular vegetal é a primeira barreira contra os agentes patogênicos, sendo a deposição do polímero calose uma importante estratégia relacionada à resposta de defesa da planta. Recentemente, foi demonstrado que células de cana-de-açúcar podem depositar calose ao redor de hifas intracelulares ou no interior de papilas. O papel da calose, assim como o de outros componentes de parede celular, será investigado em duas variedades de cana-de-açúcar resistentes, visando entender o possível papel da calose no fortalecimento da parede e sua função na prevenção da penetração do fungo. Para atingir este objetivo será estabelecida uma colaboração com a Universidade Estadual da Louisiana afim de se utilizar diferentes microscópios e técnicas, de modo a caracterizar as respostas de defesa associadas à parede celular da cana contra S. scitamineum. Esses resultados serão essenciais no entendimento das respostas de defesa associadas à parede celular na interação de S. scitamineum com cana-de-açúcar, além de auxiliar na estratégia de reconhecimento de clones resistentes utilizando-se de marcadores bioquímicos.