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Festas e comemorações das associações de homens de cor do estado de são paulo (1897-1931)

Processo: 15/21428-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 02 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Silvia Hunold Lara
Beneficiário:Willian Robson Soares Lucindo
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/21979-5 - Entre a escravidão e o fardo da liberdade: os trabalhadores e as formas de exploração do trabalho em perspectiva histórica, AP.TEM
Assunto(s):Cidadania

Resumo

Este projeto de pesquisa se propõe a analisar as festas e comemorações organizadas por associações de homens de cor no Estado de São Paulo, desde a fundação da primeira sociedade recreativa beneficente, em 1897, até a fundação da Frente Negra Brasileira, em 1931. Os estudos e as fontes sobre o associativismo negro informam que as principais festas homenageavam a Abolição (13 de maio), a Lei do Ventre Livre (28 de setembro), e grandes nomes da intelectualidade negra, como José do Patrocínio e Luiz Gama. Geralmente, as homenagens envolviam bailes, procissões aos túmulos de abolicionistas, missas e piqueniques. Os jornais da imprensa negra publicavam textos sobre a importância dessas datas e pessoas, alguns deles eram reproduções de discursos realizados durante as festas. Por meio deles pode-se notar que as memórias da escravidão e da Abolição eram usadas no combate às imagens negativas que recaíam sobre a população negra, estando associadas às lutas por direitos de cidadania dos homens de cor. Assim, para contextualizar e explicar como as práticas comemorativas dos homens de cor faziam parte das disputas pelos direitos de cidadania no início do século XX, esta pesquisa se sustentará na articulação de três campos historiográficos: os estudos da história do movimento negro no Brasil, os estudos sobre o associativismo mutualista e aqueles sobre as experiências do pós-Abolição.