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Quando a "Navalha é afiada", o povo não entra em cena: uma análise dos discursos proibidos no teatro de Plínio Marcos, na censura oficial e na imprensa

Processo: 15/23138-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Carlos Félix Piovezani Filho
Beneficiário:Denise Aparecida de Paulo Ribeiro Leppos
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Teatro   Análise do discurso

Resumo

Nesta pesquisa, propomos investigar as razões pelas quais as peças do dramaturgo Plínio Marcos foram censuradas durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1984). Para tanto, pretende-se analisar tanto os textos dramáticos, mais precisamente os discursos autoritários ali sustentados e o papel que neles desempenha a maneira coloquial e, não raras vezes, vulgar com que se expressam suas personagens, quanto o que as agências repressoras da inteligência militar alegavam para justificar a censura e ainda sua repercussão na imprensa da época, produzida por críticos e jornalistas. O corpus deste trabalho compor-se-á das seguintes obras de Plínio Marcos: "Barrela" (1958); "As aventuras do coelho Gabriel" (1965); "Dois perdidos numa noite suja" (1966); "Navalha na carne" (1967); "Verde que te quero verde" (1968); "O abajur lilás" (1969); "Jornal do Plínio Marcos" (1974), "Feira livre" (1976) e "Querô, uma reportagem maldita" (1976); textos e críticas publicadas a respeito da censura da obra em jornais e do próprio autor no contexto ditatorial e documentos produzidos pelo DOPS, Censura Federal e os presentes no Arquivo Miroel Silveira. Em suma, o intuito deste projeto é, com base na Análise do Discurso de linha francesa, mediante uma abordagem das correspondências entre a constituição, a formulação e a circulação do discurso (Orlandi, 2012), descrever e interpretar as relações discursivas entre teatro, censura e mídia. Ainda nessa direção, buscaremos depreender as propriedades e regularidades discursivas daqueles que eram então considerados dizeres subversivos no meio artístico, nos que os taxavam como tal, entre os agentes da repressão, e, ainda, nos que reiteravam essa concepção ou a refutavam, na mídia impressa brasileira da época. (AU)