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Participação dos canais TRPV4 na termorregulação de endotermos

Processo: 15/26934-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Kênia Cardoso Bícego
Beneficiário:Tiago Fabricio Carabolante
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/04849-6 - Participação dos canais TRPV4 na termorregulação de endotermos, AP.R
Assunto(s):Hipotálamo   Regulação da temperatura corporal   Sensação térmica   Calor

Resumo

Os canais termo-TRPV4 são expressos em vários tecidos, incluindo sensores periféricos em aves e periféricos e centrais em mamíferos. Em experimentos in vivo em ratos, demonstramos que os TRPV4 periféricos (possivelmente na pele) parecem ativos numa faixa de temperaturas ambientes (Ta) maiores do que 22oC e menores do que 32oC, estando envolvidos na ativação de respostas de perda de calor, tanto autonômicas (vasodilatação da cauda e inibição de termogênese) quanto comportamentais (seleção de Tas mais baixas). Nesses animais, além da localização na pele, os TRPV4 também são expressos na área preóptica medial (MPO), importante região envolvida na regulação da temperatura corporal (Tc), tendo sido relatado aumento dessa expressão frente à inflamação sistêmica induzida por endotoxina (LPS). Nossa hipótese é que tais canais atuam na MPO como mediadores químicos na termorregulação, modulando atividade de termoefetores tanto autonômicos quanto comportamentais durante inflamação sistêmica. Testar essa hipótese é o primeiro objetivo do presente estudo e, para isso, serão realizados os seguintes protocolos: 1.1)- efeito da microinjeção de HC-067047, antagonista seletivo de canais TRPV4, na MPO sobre a Tc, o consumo de oxigênio (O2; indicador de termogênese) e o índice de perda de calor pela cauda (IPC) de ratos controle ou submetidos à inflamação sistêmica com LPS em Ta abaixo da faixa de ativação dos TRPV4 periféricos (~21oC); 1.2)- efeito da microinjeção de HC-067047 na MPO sobre a Tc, o O2 e o IPC de ratos controle ou tratados com LPS em Ta dentro da faixa de ativação dos TRPV4 periféricos (~28oC); e 1.3)- efeito da microinjeção de HC-067047 na MPO sobre a Tc e a Ta de preferência de ratos controle ou tratados com LPS. Em relação às aves, o cenário é muito menos claro do que em mamíferos. Apesar da3reconhecida presença dos TRPV4 em sensores epiteliais de aves, o conhecimento do papel termossensorial dos TRPV4 nesses animais é inexistente. Nesse sentido, utilizando um modelo de ave precoce, a galinha, o segundo objetivo do presente estudo será testar a hipótese que os TRPV4 periféricos atuam como termossensores e modulam efetores autonômicos e comportamentais nesses animais. Para isso, serão utilizados pintainhos de 5 dias (Ta de conforto ~32oC) e de 3 semanas de idade (Ta de conforto ~28oC) para a realização dos seguintes protocolos: 2.1)- efeito da estimulação química dos TRPV4 periféricos com o agonista RN1747 sobre a Tc, O2 e ventilação pulmonar (e; índice de ofego) em Ta no conforto térmico (32oC) de pintainhos de 5 dias; 2.2)- efeito da inibição dos TRPV4 periféricos com antagonista HC067047 sobre a Tc, O2 e e de pintainhos de 5 dias em diferentes Tas (26, 28, 30 e 32oC); 2.3)- efeito da inibição e da estimulação dos TRPV4 sobre o comportamento de agrupamento em pintainhos de 5 dias; 2.4)- efeito da inibição dos TRPV4 sobre a Tc, O2 e e de pintainhos de 3 semanas em diferentes Tas (24, 26, 28 e 30oC); 2.5)- efeito da inibição dos TRPV4 periféricos sobre a Ta de preferencia em gradiente térmico após estímulo de exposição ao calor em pintainhos de 3 semanas; 2.6)- efeito da ativação química dos TRPV4 periféricos sobre a Ta de preferência em gradiente térmico em pintainhos de 3 semanas. (AU)