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Estudo dos mecanismos envolvidos no efeito anti-inflamatório da levedura Saccharomyces cerevisiae UFMG 905 em um modelo animal

Processo: 15/24223-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marcos de Carvalho Borges
Beneficiário:Camila Mira Sandy
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/20600-4 - Estudo da prevenção e tratamento da asma induzida por alérgeno em um modelo animal com a administração de Saccharomyces cerevisiae vivas e inativadas pelo calor, AP.JP
Assunto(s):Pneumologia   Asma   Anti-inflamatórios   Probióticos   Saccharomyces cerevisiae   Linfócitos T

Resumo

A asma pode ser definida como uma doença inflamatória crônica, caracterizada por hiper-responsividade das vias aéreas, limitação variável ao fluxo aéreo e remodelamento brônquico. A teoria da higiene sugere que a exposição a infecções e contatos não-higiênicos na infância influenciam o desenvolvimento do sistema imune e podem proteger contra o desenvolvimento de asma e outras doenças alérgicas. Probióticos são micro-organismos vivos que, quando administrados em adequadas quantidades, conferem um benefício à saúde do hospedeiro. Bactérias do gênero Lactobacillus e Bifidobacterium têm sido os probióticos mais utilizados na prática clínica. Outros micro-organismos, como leveduras não-patogênicas do gênero Saccharomyces, têm despertado interesse como opção terapêutica em diversas doenças. Saccharomyces cerevisiae, uma levedura frequentemente utilizada na indústria alimentícia, quando administrada em camundongos atingiu níveis populacionais potencialmente funcionais no trato gastrointestinal, reduziu a translocação bacteriana, foi capaz de proteger contra infecções por Salmonella Typhimurium e Clostridium difficile e aumentou a produção de IL-10. Estas proteções ocorreram provavelmente por modulações locais e do sistema imune. Nossos resultados parciais demonstraram que a administração de Saccharomyces cerevisiae UFMG 905 antes da sensibilização com ovalbumina (OVA) atenuou as características de asma em um modelo animal, demonstrado pela redução da responsividade brônquica, redução do número total de células e de eosinófilos no lavado broncoalveolar (LBA) e pela diminuição de citocinas inflamatórias no LBA. Estas proteções ocorreram provavelmente por modulações locais e do sistema imune, porém os mecanismos não foram totalmente elucidados. Objetivos: avaliar os mecanismos envolvidos no efeito anti-inflamatório da levedura Saccharomyces cerevisiae UFMG 905 em um modelo animal. Desta forma, serão avaliados: * Produção de anticorpos (IgA, IgE, IgG1, IgG2a) no soro e na mucosa intestinal decorrentes da administração de Saccharomyces cerevisiae UFMG 905; * Produção ácidos graxos de cadeia curta na mucosa intestinal decorrentes da administração de Saccharomyces cerevisiae UFMG 905; * Os efeitos da administração de Saccharomyces cerevisiae nos linfócitos T reguladores. Métodos: camundongos Balb/c serão utilizados no estudo. O inóculo será administrado aos camundongos por gavagem por 10 dias consecutivos, por via oral, utilizando uma agulha de inoculação intragástrica. Grupos de 8 a 10 camundongos serão utilizados no estudo. Os camundongos do grupo controle serão submetidos aos mesmos procedimentos, porém receberão 100 µl de tampão fosfato - PBS (Phosphate Buffer Saline) nos mesmos dias. Os camundongos serão mantidos em isoladores separados. Vinte e quatro horas após a última gavagem, os experimentos serão realizados. Os camundongos serão anestesiados com quetamina 100 mg/Kg e xilazina 10 mg/kg e será retirado todo o intestino para posterior análise de produção de anticorpos na mucosa intestinal. Os ácidos graxos de cadeia curta serão dosados por cromatografia gasosa (SHIMADZU, GC-2014). Adicionalmente, será feita a coleta de sangue através do ventrículo direito. O sangue será centrifugado, e o plasma separado e armazenado a -80oC. Será feita a quantificação de IgA, IgE, IgG1, IgG2a por ELISA, conforme instrução do fabricante. Será realizada citometria de fluxo para quantificação dos linfócitos T reguladores.