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Doença periodontal em gestantes e repercussões ao recém-nascido

Processo: 15/23304-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Cátia Regina Branco da Fonseca
Beneficiário:Marina Guim Otsuka Padovan Figueiredo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças periodontais   Recém-nascido   Pediatria   Gestantes

Resumo

As doenças periodontais mais comuns são gengivite e periodontite. O primeiro sinal clínico da infecção é o sangramento gengival associado à gengivite. No decorrer da infecção formam-se cálculos e posteriormente bolsas, ambas associadas à periodontite. Para Chambrone (2008), a prevalência dessas doenças está associada à deficiência da higiene oral e com a elevação dos hormônios esteroides.Os hormônios estrógeno e progesterona possuem receptores no tecido gengival. Segundo Cunha (2011), durante a gestação, a mulher é exposta a altas concentrações de hormônios esteroides produzidos pela placenta. Esses hormônios se acumulam no tecido e no fluido gengival, constituindo importantes fatores de crescimento de bactérias prejudiciais à saúde bucal da mulher. Nas doenças periodontais, esses microrganismos responsáveis pelo estímulo da resposta imuno-inflamatória levam a aumento de citocinas e mediadores farmacologicamente ativos, dentre os quais pode-se ressaltar interleucina 1-beta, IL-6, fator de necrose tumoral - alfa e prostaglandina E2 (Cunha, 2011).Sabe-se que tanto essas citocinas quanto os agentes infectante podem se disseminar de forma sistêmica pela corrente sanguínea, uma vez que não permanecem locadas no tecido gengival. Baseando-se nessa disseminação, sugere-se associação entre afecção e aumento do risco de alterações sistêmicas (Passini Junior, et al. 2007).Diante esse cenário, propõe-se o estudo sobre a doença periodontal como uma alteração possível de gerar complicações gestacionais, como trabalho de parto prematuro, doença hipertensiva gestacional, pré-eclampsia e eclampsia, e consequentemente baixo peso ao nascer, prematuridade e maior risco para infecção neonatal precoce.Objetiva-se estudar a sua correlação entre a presença de doença periodontal e/ou presença de cárie durante a gestação e condições de nascimento do recém-nascido, no município de Botucatu (SP), gestações e partos ocorridos no período de 2012 a 2014.Método: Estudo transversal descritivo, com coleta de dados secundários a partir de dados coletados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) - condições demográficas e socioeconômicas, e através do levantamento de prontuários dos Recém-nascidos no Hospital das Clínicas de Botucatu. Serão incluídas 142 gestantes atendidas nos serviços de pré-natal das Unidades Básicas de Saúde e do Programa de Saúde da Família, pertencentes à Secretaria de Saúde do município de Botucatu - SP, já identificadas e avaliadas em projeto de pesquisa conduzido pelo odontólogo que compõe a equipe de pesquisadores deste projeto. A partir do levantamento de dados através da Declaração de Nascido vivo será possível avaliar a condição de nascimento dos RN em relação ao peso, idade gestacional e patologias associadas. Após estas avaliações, que incluiu até o momento o método de cegamento, então será feita a correlação entre a presença ou não de doença periodontal na gestante. O Banco de Dados será digitado diretamente em planilha elaborada no Programa Excel 2007.Para as variáveis quantitativas será realizado o teste t de Student. Para as variáveis qualitativas, será utilizado o teste do qui-quadrado. Será também realizada a regressão logística para estudar a associação entre as alterações encontradas e a doença periodontal. O nível de significância utilizado será de 5%. O programa computacional a ser utilizado será o Statistical Analysis System (SAS) versão 9.2. Os resultados serão apresentados em forma de tabelas e gráficos.O trabalho foi avaliado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade de Medicina da UNESP de Botucatu, e aprovado em Setembro de 2015, desta forma a o levantamento dos números dos prontuários das gestantes e de seus recém-nascidos, para posterior levantamento dos registros de dados teve início no mês de Outubro de 2015. Espera-se obter dados que possam relacionar-se (ou não) às doenças periodontais e as condições de nascimento dos recém-nascidos.