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A genealogia da sociedade de massas e seus possíveis espaços de liberdade

Processo: 15/25277-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Ética
Pesquisador responsável:Yara Adario Frateschi
Beneficiário:Nathalia Rodrigues da Costa
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Liberdade   Filosofia política

Resumo

O presente projeto de mestrado é uma continuação e complementação da pesquisa realizada na iniciação científica acerca da relação existente entre os conceitos arendtianos de singularidade, pluralidade, ação política e liberdade. Este projeto, intitulado A impossibilidade da política e a sociedade de massas e financiado pela Fapesp, priorizou a investigação da crítica de Hannah Arendt à tendência da sociedade de massas em inviabilizar a construção de um campo para a política e tinha como obras centrais As Origens do Totalitarismo, 1951 e A Condição Humana, 1958. Neste momento, o projeto que propomos para o mestrado tem basicamente dois objetivos. O primeiro objetivo é compreender a genealogia da sociedade de massas, isto é, compreendê-la não somente no que concerne às suas características e peculiaridades, mas sim como um fenômeno que está inserido no que Arendt chama de 'o advento do social' em A Condição Humana. Dito de outra forma, pretendemos compreender o fenômeno da sociedade de massas enquanto um fenômeno do mundo moderno que tem suas raízes na era moderna. Para tanto, será necessário (1) compreender quais os elementos da era moderna que contribuíram para a formação da sociedade de massas no século XX, (2) entender a crítica que ela faz ao advento do social, o que exige, por sua vez, (3) compreender a natureza da mudança que este advento acarreta para o âmbito político, isto é, para a transformação da hierarquia entre as atividades que compõem a vida ativa. Nosso segundo objetivo, relacionado ao primeiro, é buscar compreender quais os espaços de liberdade que ainda existem na sociedade de massas. Apesar de Arendt afirmar que essa sociedade tende a ser apolítica, ou que ela cria barreiras para o estabelecimento da política, ainda assim, essa sociedade não pode ser dita completamente apolítica. Apesar de escassos, há espaços de liberdade dentro da sociedade de massas, isto é, ainda é possível encontrar meios pelos quais a atividade da ação possa se efetivar. Trata-se, portanto, de entender em que medida e extensão a atividade da ação se faz possível dentro da sociedade de massas. Supomos que, para este segundo objetivo, será necessário investigar as obras de Arendt da década de 1960, tais como Desobediência Civil e Da Violência, nas quais Arendt se volta de modo mais explícito para momentos em que os cidadãos efetivamente conseguem se organizar e adentrar à esfera pública de modo a serem vistos e ouvidos, isto é, de modo a adquirirem realidade dentro do âmbito político através de suas reivindicações. (AU)