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Em Busca da Paráfrase

Processo: 16/02251-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Línguas Estrangeiras Modernas
Pesquisador responsável:John Milton
Beneficiário:Alípio Correia de Franca Neto
Supervisor no Exterior: David Helier Treece
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : King's College London, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:11/51993-4 - Em busca da paráfrase: Michael Hamburger e a tradução de poesia, BP.PD
Assunto(s):Tradução   Paráfrase   Poesia

Resumo

Michael Hamburger (1924-2007) é considerado um dos maiores tradutores de poesia do século XX. Ainda que não tenha criado uma teoria da tradução, seus vários escritos críticos e declarações acerca da tradução poética, quando não sua prática extensiva, têm sido considerados responsáveis pelo surgimento de uma abordagem da tradução de poesia que dá a impressão de servir de um contraponto à abordagem poundiana, quando não de complementá-la e elucidá-la, no que concerne a questões ainda em debate, ainda que apresente pontos de contato, dentre estes, o compromisso com o objetivo de realizar, no texto de chegada, composições literárias e poéticas, embora marcadas pelo rigor em termos de proximidade semântica. Portanto, nossa pesquisa visa a passar em revista as ideias de Ezra Pound acerca da tradução poética; rastrear as visões de Michael Hamburger em todos os seus textos sobre o assunto; contrastar essas abordagens, nossos argumentos convergindo para a ideia de que as traduções de Hamburger se afastam das de Pound principalmente pela divergência de opinião de ambos quanto à relação da "crítica" com a atividade de se traduzir um poema. Procurará mostrar também que Hamburger, mesmo se valendo da antiga distinção de Dryden acerca dos três tipos de tradução, aspirava ao que Haroldo de Campos chamava de "paráfrase", e que é possível que se estabeleçam pressupostos para a tradução do poema, bem como para a avaliação mais objetiva de seu valor literário, de seu estatuto de "tradução", e não de "apropriação", como o entendia Hamburger, nem como "transcriação", como o chamaram tradutores augustianos, por meio de uma definição mais exata, quando não de uma tipologia, da paráfrase. Num último momento, nossa pesquisa analisa traduções de Gerard Manley Hopkins feitas por Augusto de Campos, cotejadas com os originais em inglês, buscando demonstrar que elas correspondem ao que Dryden e Hamburger consideram "imitações", ao mesmo tempo que são propostas novas traduções dos poemas comentados, segundo as características do que se pode chamar de "paráfrase".