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Avaliação do transplante hipocampal de células-tronco mesenquimais para tratamento da Doença de Alzheimer em modelo animal

Processo: 16/01316-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Beatriz de Oliveira Monteiro
Beneficiário:Simone Amaro Alves Romariz Bertola
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/24277-4 - Avaliação do transplante hipocampal de células-tronco mesenquimais para tratamento da Doença de Alzheimer em modelo animal, AP.R
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Neuroproteção   Células-tronco mesenquimais   Doença de Alzheimer   Neurofisiologia   Hipocampo

Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) é clinicamente caracterizada por uma perda progressivade memória, disfunção comportamental e de aprendizagem e alterações nas interações sociais.A extensa deposição do peptídeo ²-amilóide (A²) na forma de placas senis presentes nocórtex e hipocampo e a presença de emaranhados neurofibrilares, juntamente com dano neuronal e vascular, são as principais características patológicas da DA. Além disso, a DA está fortemente associada a processos inflamatórios na forma de reação microglial e astrocítica resultando em neurotoxicidade.Nos últimos anos, tem-se concentrado um grande interesse em estudos sobre o potencial das células tronco mesenquimais (MSC) como recurso terapêutico para uma variedade de doenças neurodegenerativas. MSC podem ter importantes implicações na modulação da inflamação e degeneração presentes no processo de envelhecimento e desenvolvimento daDA. Evidências recentes indicam que o transplante de MSC é capaz de promover melhorafuncional local, promovendo a neurogênese, a diminuição das placas beta-amiloides e aredução da inflamação na DA (Garcia et al, 2014). Além disso, o transplante de MSCapresenta-se como uma alternativa promissora para tratamento de algumas patologias, poisessas células podem ser utilizadas para a superexpressão de genes de interesse inseridos por2vetores virais. Assim, as MSC, potencializadas ou não pela alta expressão de genes com açõesanti-inflamatórias e neuroprotetoras, poderiam prevenir ou atenuar os principais sintomas daDA promovendo a diminuição da inflamação, e consequentemente, contribuindo para oclearance do peptídeo A² e melhorando o quadro clínico de déficit cognitivo.De posse do modelo de camundongos duplo-transgênicos para a DA, oAPPswe/PS1dE9 (2xTg/DA), nosso estudo propõe investigar o potencial das MSC nadiminuição da inflamação e da neurodegeneração, além da melhora da função cognitiva. Paraisso, os animais serão transplantados no hipocampo com MSC, modificadas ou não comvetores virais para superexpressão de SDF1 e GM-CSF, e serão testados para tarefascomportamentais de aprendizagem e memória, e seus cérebros serão analisados para avaliaçãodas placas A², dosagem de citocinas, quantificação de micróglia e neurogênese. Esse projetodeve contribuir com importantes implicações terapêuticas no envelhecimento e naneurodegeneração presente na doença de Alzheimer, além de explicar os efeitos das célulastronco mesenquimais e das quimiocina SDF-1 e citocina GM-CSF na fisiopatologia da DA.