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Células mesenquimais estromais de tecido adiposo humano: novas propostas terapêuticas sugerem regeneração eficiente de lesões teciduais

Processo: 15/25968-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Ângela Cristina Malheiros Luzo
Beneficiário:Guilherme Moura Sales
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Tecido adiposo   Hematologia   Regeneração (fenômenos biológicos)   Células-tronco mesenquimais

Resumo

A Doença de Crohn ainda apresenta grandes desafios terapêuticos, sendo uma doença inflamatória intestinal que afeta qualquer parte do aparelho digestivo. Uma das complicações menos desejadas é o acometimento com fístula enterocutânea, que possui importante impacto negativo na qualidade de vida. Para tal comorbidade, ainda não se conhece nenhum método de tratamento realmente eficaz de cura ou de estabilização da evolução do quadro. Fato este que pode ser alterado com a evolução das pesquisas com células tronco, principalmente com a utilização de células mesenquimais estromais (MSCs). As células mesenquimais estromais são capazes de autogeração e têm alta capacidade proliferativa, podendo se diferenciar em várias linhagens celulares. Apresentam também capacidade imunomodulatória e são facilmente obtidas de tecido adiposo (AT). Em projeto anterior comprovamos que as AT-MSCs têm capacidade de aderir em fios de sutura, permanecendo viáveis e proliferando. Estes fios foram utilizados em modelo animal de fístula cecal enterocutânea, semelhantes às que ocorrem em pacientes portadores de Doença de Crohn. Os fios promoveram uma melhor e mais eficaz cicatrização das fistulas, em menor tempo, resultados estes com significância estatística (p<0.05). O grupo, onde fios com AT-MSCs aderidas foram utilizados, foi comparado a dois outros grupos; um grupo controle com fístula, mas sem tratamento (com o intuito de avaliar a cicatrização espontânea e em quanto tempo ocorreu), e outro grupo onde as AT-MSCs foram injetadas ao redor das bordas das fístulas (também para avaliar a cicatrização e em quanto tempo). O método de adesão das AT-MSCs ao fio de sutura já foi patenteado e o estudo pré-clínico com sua utilização, publicado pelo grupo. O atual projeto tem como objetivo avaliar os mecanismos pelos quais a melhor e mais rápida cicatrização das fístulas ocorreu quando os fios com AT-MSCs aderidas foram utilizadas no modelo murino de fístula enterocutânea. As AT-MSCs foram obtidas de lipoaspiração realizadas em indivíduos saudáveis, ao serem submetidos à lipoaspiração estética, após assinarem termo de consentimento livre e esclarecido. O tecido adiposo foi submetido ao processo de digestão com colagenase. Após, os adipócitos foram cultivados em meio DMEM de baixa glicose com soro fetal bovino (SFB). Ao atingirem 70% a 80% de confluência, o meio juntamente com as células não aderidas foram desprezados e as aderidas submetidas à tripsinização para serem destacadas do plástico e cultivadas no meio já citado (repicagem ou passagem). Na 4ª passagem essas células foram caracterizadas de acordo com a Sociedade Internacional de Terapia Celular (ISCT "Mesenchymal and Tissue Stem Cell Committee"). Após a caracterização como AT-MSCS, foram gotejadas 1x10E6 AT-MSCs em cima dos fios de sutura de poliglactina (4-0 Poly Vicryl / Poliglactina 910) e logo em seguida foi adicionada a cola de fibrina (20uL Fibrinogênio, 30uL Trombina e 10uL Cloreto de Cálcio) para ajudar na fixação das células nos fios de sutura. O experimento animal foi realizado com ratos Wistar machos que foram divididos em 3 grupos com 5 animais cada, sendo que um grupo foi sacrificado com 7 dias, o outro com 14 dias e o último com 21 dias. Em todos os grupos o fio de sutura utilizado para construir a fístula tinha AT-MSCs aderidas. Após o sacrifício dos animais, as lâminas obtidas para análise anatomohistopatológica serão inicialmente coradas com HE para análise citológica. Serão então submetidas a estudo imunohistoquímico para detecção de linfócito T CD3 e interleucinas IL-6 IL-12 IL-1 TNF-± CD209 TLR2 TLR4; angiogenesis; presença de miofibroblastos e macrófagos que já estão sendo realizados em outro estudo de nosso grupo. A caracterização e quantificação das fibras de colágeno por imunohistoquímica através dos anticorpos Anti-collagen I + II + III (I.BB.749 - Abcan) e Anti-collagen X (COL-10) e citoquímica com o corante sirius red F3AB serão realizados neste estudo. (AU)

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