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Desenvolvimento de uma vacina de subunidade contra leptospirose baseada nas proteínas LigA e LigB.

Processo: 15/19445-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Paulo Lee Ho
Beneficiário:Denize Monaris
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Proteínas recombinantes   Leptospirose   Vacinas   Leptospira

Resumo

A leptospirose é uma zoonose causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira, que colonizam os túbulos renais de animais silvestres ou domésticos e são liberadas ao ambiente externo pela urina. A transmissão ocorre por meio de contato acidental com água, alimentos e solo contaminados com urina de animais infectados. O desenvolvimento de uma vacina é muito importante, já que o controle dos animais portadores é difícil. Algumas vacinas estão sendo usadas, porém promovem proteção apenas contra os sorovares presentes na preparação e falham em induzir imunidade em longo prazo. As proteínas LigA e LigB (leptospiral immunoglobulin-like proteins) se caracterizam pela presença de domínios Big repetidos, estão localizadas na membrana externa da bactéria e participam dos processos de adesão das leptospiras às células do tecido do hospedeiro. São os antígenos vacinais mais promissores testados, até o momento. Resultados obtidos por vários grupos mostraram que estas proteínas recombinantes foram capazes de induzir proteção contra a morte causada pela leptospirose. Entretanto, os animais sobreviventes foram positivos no isolamento de leptospiras em amostras dos rins e fígado. Neste projeto, pretende-se desenvolver e caracterizar uma vacina de subunidade contra a leptospirose capaz de proteger contra a morte e prevenir a colonização dos órgãos. Para tanto, as proteínas LigA e LigB serão fusionadas ao domínio ZZ da proteína A de Staphylococcus aureus, e/ou ao domínio R da toxina diftérica e/ou a proteína TAT do vírus HIV. O potencial vacinal e imunogênico destas diferentes formulações serão testados em ensaios de imunização e desafio utilizando modelo de hamsters. Espera-se que estas moléculas possam contribuir para o aumento da imunogenicidade das proteínas LigA e LigB, através da maior eficiência dos processos de apresentação do antígeno ao sistema imune.