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O corpo, a lacuna, o traço: a invenção de uma presença em monumentos e memoriais aos mortos

Processo: 15/25039-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Sylvia Caiuby Novaes
Beneficiário:Carolina Junqueira dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/18764-8 - O corpo, a lacuna, o traço: a invenção de uma presença em monumentos e memoriais aos mortos, BE.EP.PD
Assunto(s):Antropologia visual   Morte

Resumo

Esta pesquisa consiste em um estudo sobre os monumentos e memoriais aos mortos, desde aqueles produzidos em caráter oficial e político, como os relacionados a guerras e genocídios, até os mais íntimos e pessoais, mas também partilhados de forma coletiva, como as sepulturas particulares, as pequenas cruzes nas estradas e as homenagens e altares efêmeros criados espontaneamente pela sociedade civil depois de tragédias. A partir de reflexões sobre a imagem, o corpo, a memória e a morte, e sobre aspectos centrais relacionados aos espaços públicos, investigaremos o memorial como o novo corpo do morto, a partir de um possível efeito de presença, já que o monumento localiza o desaparecido no espaço físico e material de uma comunidade. Esses efeitos de presença do morto são aqui pensados como a ideia de uma presentificação, gerada a partir do caráter visível, tangível e/ou legível dos monumentos e memoriais, que produz, para o vivo, a ideia de uma restituição do corpo perdido. Trata-se, portanto, de uma reflexao sobre o que a morte oculta e transforma em traços, vestígios de uma passagem do corpo, tomando como perspectiva central a construção e o uso de monumentos e memorais nos espaços partilhados coletivamente. Desde sempre, o homem lida com o desaparecimento de um corpo produzindo rituais, imagens e monumentos, esses rastros visíveis e tangíveis, constituídos por uma nova materialidade, que desejam, sobretudo, evocar o efeito de alguma presença do morto. Esta pesquisa trata-se, em suma, de um estudo sobre o homem, o luto, a memória e os gestos de tornar novamente presente o que desapareceu, de dar um lugar ao morto, construindo-lhe um outro e novo corpo, simbólico, tátil e visível. (AU)