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Impacto da expressão da CETP sobre o tecido adiposo marrom e bege e sua contribuição para o controle da obesidade

Processo: 15/17555-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helena Coutinho Franco de Oliveira
Beneficiário:Helena Fonseca Raposo
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/17728-8 - Função e disfunção mitocondrial: implicações para o envelhecimento e doenças associadas, AP.TEM
Assunto(s):Adiposidade   Tecido adiposo   Adipogenia   Tecido adiposo bege   Tecido adiposo marrom

Resumo

O crescente avanço da epidemia da obesidade indica que o estudo dos mecanismos fisiológicos e moleculares pode ser útil na identificação de alvos para combatê-la. O tecido adiposo e suas células tem sido amplamente estudados devido a sua relação íntima com a obesidade. Recentemente a existência de tecido adiposo com propriedades termogênicas foi demonstrado em humanos adultos. Hoje entende-se que existem três tipos de adipócitos, os classicamente conhecidos: branco (WAT) e marrom (BAT) e o recém descoberto: bege (beige/brite), também conhecido como tecido adiposo marrom induzível. Quanto às diferenças funcionais, o tecido adiposo branco é responsável por estocar o excesso de energia na forma de lipídeos, estando diretamente relacionado com a obesidade. Enquanto o tecido adiposo marrom, por apresentar alta capacidade oxidativa, pode influenciar no aumento da taxa metabólica corporal, reduzindo a obesidade. Neste contexto, o tecido adiposo bege apresenta dupla função: 1) Comporta-se como o branco e armazena o excesso de energia na forma de lipídeos, 2) Quando estimulado (exposição ao frio, estimulação simpática), o tecido adiposo bege tem seu programa termogênico ativado e eleva a expressão de UCP1 à níveis semelhantes ao do tecido adiposo marrom, promovendo maior dissipação de energia. Diversos fatores associados à adipogênese tem sido estudados, dentre os mais diretamente relacionados estão os fatores de transcrição, os microRNAs e os hormônios. Outras proteínas têm sido associadas direta ou indiretamente à adipogênese. A CETP, uma proteína que promove a troca de lipídeos neutros, classicamente conhecida pelo seu papel no transporte reverso de colesterol, tem sido estudada pelo nosso grupo de pesquisa, sugerindo um novo papel na redução da adiposidade. Dados ainda não publicados mostram que a expressão da CETP aumenta a lipólise (50%) e o consumo de oxigênio (10%), reduzindo a adiposidade (30%) e leptinemia (40%) de camundongos transgênicos. Tais processos se devem ao aumento da expressão de genes (ATGL, HSL, B3AR, UCP1) e proteínas (HSL, B3AR, UCP1) chaves para a lipólise e termogênese. Considerando que os processos de lipólise do WAT, termogênese no BAT e indução da termogênese no tecido adiposo bege são regulados pelos mesmos mecanismos (via receptores B-adrenérgicos), é provável que a expressão da CETP esteja envolvida na maior ativação do programa termogênico do tecido adiposo. Neste contexto, e à luz dos recentes achados quanto à importância do tecido adiposo bege em humanos e seu potencial valor para o controle da obesidade, nos propomos a investigar a ação da CETP na ativação do tecido adiposo marrom e na indução do tecido adiposo bege em camundongos transgênicos comparados aos não transgênicos.