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Análise da complexidade dos glicoproteomas de venenos de serpentes do gênero Bothrops.

Processo: 15/23017-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Solange Maria de Toledo Serrano
Beneficiário:Carolina Brás Costa
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Espectrometria de massas   Peptídeo hidrolases   Venenos de serpentes   Proteoma   Glicosilação   Proteômica

Resumo

Venenos de serpentes são misturas complexas compostas principalmente de proteínas e peptídeos, que são utilizados para imobilizar ou capturar presas. A variabilidade estrutural é uma característica bem conhecida sobre venenos de serpentes, e a glicosilação é uma das principais modificações pós-traducionais que contribui para a diversificação dos proteomas. Entretanto pouco se sabe acerca das modificações pós-traducionais presentes nas toxinas do gênero Bothrops e seu grau de variabilidade interespécies. Uma vez que as espécies de Bothrops compartilham, de forma qualitativa, a maioria das classes de toxinas deste gênero, a caracterização destas modificações pode representar um avanço na compreensão das diferenças entre os acidentes botrópicos. A glicosilação é a modificação pós-traducional mais frequentemente encontrada em proteínas, sendo importante para a estabilidade e a função de diversas delas, e este fato, aliado à presença de grandes porções de carboidratos em toxinas que desempenham papéis importantes no quadro patológico dos acidentes botrópicos, salientam a importância de estudos para a caracterização do glicoproteoma dos venenos do gênero Bothrops. Este trabalho tem por objetivo analisar comparativamente os glicoproteomas de nove venenos do gênero Bothrops (B. cotiara, B. insularis, B. jararaca, B. moojeni, B. neuwiedi, B. jararacussu, B. erythromelas, B. atrox e B. fonsecai). As abordagens glicoproteômicas envolverão a cromatografia de afinidade usando duas lectinas, SNA (lectina de Sambucus nigra) e PHA-E (eritroaglutinina de Phaseolus vulgaris). As afinidades específicas das lectinas escolhidas são, respectivamente, por unidades de ácido siálico e N-acetilglucosamina. As proteínas que mostrarem afinidade por essas lectinas serão identificadas por digestão em solução com tripsina e análise por espectrometria de massas. Ainda, considerando que metaloproteinases e serinoproteinases são componentes importantes no quadro de envenenamento botrópico, e que estas classes de enzimas contêm diversos sítios de glicosilação, será avaliado o papel das unidades de ácido siálico na atividade proteolítica das mesmas. Esse projeto coloca em perspectiva uma forma até então pouco explorada de análise da variabilidade de proteomas de venenos de serpentes e permitirá uma avaliação mais profunda da importância da glicosilação para estes importantes fluidos biológicos.