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Evolução estrutural e metamórfica do Antiforme da Anta Gorda, Faixa Ribeira Meridional: testando a possível existência de um complexo de núcleo metamórfico extensional

Processo: 15/26610-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Frederico Meira Faleiros
Beneficiário:Maria Thereza Akemi Guimarães Yogi
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Petrologia metamórfica

Resumo

O projeto pretende determinar se houve evento extensional na região do Antiforme da Anta Gorda, Adrianópolis (PR), capaz de produzir complexo de núcleo metamórfico (metamorphic core complex). Esses complexos apresentam domos com exposições de rochas de embasamento recobertas por sucessões de rochas metassedimentares com diminuição do grau metamórfico em direção ao topo do pacote. Nos núcleos de embasamento, que foram expostos devido a zonas extensionais profundas, ocorrem rochas mais antigas e de maior grau metamórfico em relação à cobertura metassedimentar. Nesse contexto, as trajetórias metamórficas das rochas envolvidas tipicamente estarão associadas a importantes descompressões, que podem ficar registradas nas associações de minerais metamórficos. Assim, o estudo metamórfico de zonas miloníticas sub-horizontais é fundamental para distinção entre processos compressionais e extensionais ocorridos em profundidade, cujo registros estruturais/cinemáticos comumente apresentam evidências ambíguas. Para isso serão realizados revisão bibliográfia, trabalho de campo em escala de semi-detalhe, análises estrutural, petrográfica e de química mineral em microssonda eletrônica e modelagem de trajetórias de pressão-temperatura. As rochas que afloram no Antiforme da Anta Gorda pertencem ao Grupo Votuverava (Calimiano), e correspondem a uma sucessão de rochas metassedimentares com metamorfismo variando de fácies xisto-verde a anfibolito. O embasamento paleoproterozoico (Riaciano a Estateriano), denominado como Núcleo Tigre, aflora como domos gnáissicos miloníticos alongados, tidos como estruturas antiformais abertas. Assim, acredita-se na possibilidade deste embasamento estar exposto como resultado de processo extensional, formando um complexo de núcleo metamórfico. Estruturas extensionais profundas não são comuns na Faixa Ribeira e o reconhecimento de tais feições é muito importante para o conhecimento científico sobre a história evolutiva do orógeno.