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Efeito do tratamento com escitalopram sobre as alterações comportamentais decorrentes da privação materna no dia pós-natal 9 em ratos Wistar

Processo: 15/24745-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Deborah Suchecki
Beneficiário:Natália Cristina Zanta
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Privação materna   Estresse psicológico   Antidepressivos   Modelos animais

Resumo

O período inicial da vida, referente ao período neonatal, é caracterizado por grande plasticidade neuronal. Nessa fase, o Sistema Nervoso Central (SNC) não está totalmente desenvolvido, apresentando intensa proliferação neuronal e atividade neural, sendo muito vulnerável às ações de fatores externos adversos, que podem modificar permanentemente as estruturas do SNC, notadamente a regulação do eixo Hipotálamo Hipófise-Adrenal (HPA), principal sistema de resposta ao estresse. Consequentemente, essas modificações podem contribuir para o desencadeamento de alterações emocionais futuras, como ansiedade e depressão. Modelos experimentais, como a privação materna, vêm sendo utilizados para o estudo da influência do estresse precoce sobre o desenvolvimento de patologias psiquiátricas. Esse protocolo de estresse neonatal é realizado em um dia específico durante o Período de Hiporresponsividade ao estresse, caracterizado pela reduzida liberação de corticosterona (CORT) em situações de estresse. Uma das consequências mais robustas e replicáveis da privação maternal é a desinibição das adrenais que passam a secretar grandes quantidades de CORT em resposta a estressores leves e moderados. Em um estudo prévio, buscamos determinar se a associação da privação maternal (que produz a liberação das adrenais) com uma injeção de salina (que, sabidamente, desencadeia a resposta de CORT) levaria a alterações mais robustas e permanentes do que cada um dos estressores separadamente. Neste estudo mostramos que a privação materna no DPN 9 prejudicou o desempenho no comportamento social, compatível com traço depressivo e ansioso e reduziu as visitas ao centro do Campo Aberto, compatível com comportamento do tipo-ansioso, enquanto que a injeção de salina no DPN 10 (independente da privação materna prévia) reduziu as entradas nos braços abertos do Labirinto em Cruz Elevado e o consumo no Teste de Contraste Negativo de Sacarose, indicando perfil ansioso. Sendo assim, a validade de face desse modelo foi estabelecida e no presente projeto pretende-se realizar a validação farmacológica de modo a avaliar se fármacos utilizados na terapêutica de distúrbios emocionais (antidepressivos bloqueadores da receptação de serotonina) podem reverter as alterações comportamentais observadas no modelo de estresse neonatal. (AU)

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