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Os efeitos da radiação ionizante nas proteases endógenas em dentina hígida e restaurada

Processo: 15/20297-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Clínica Odontológica
Pesquisador responsável:Ana Cecília Corrêa Aranha
Beneficiário:Sandra Ribeiro de Barros da Cunha
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/01777-0 - Os efeitos da radiação ionizante na distribuição das cisteíno-catepsinas em dentina restaurada e hígida, BE.EP.DR
Assunto(s):Xerostomia   Dentística   Radioterapia

Resumo

Segundo a Organização Mundial de Saúde, no ano de 2012, aproximadamente 14.1 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo foram contabilizados, além de mais de 32.6 milhões de pessoas já diagnosticadas e convivendo com a doença por pelo menos 5 anos. O câncer de boca, que atinge os lábios, mucosas orais, palato duro e mole, gengiva, assoalho da boca, língua e glândulas salivares, é considerado um problema de saúde pública mundial, já que está intimamente correlacionado ao uso de tabaco e álcool ocorrendo uma associação sinérgica aos hábitos de má higiene oral. Essa neoplasia tem uma estimativa mundial de aproximadamente 300 mil novos casos para o ano de 2012. No Brasil, estima-se para o ano de 2014, 15.290 novos casos de câncer de boca, sendo a população segundo o INCA em 2014.Atualmente, existem vários tipos de tratamento para os mais diversos tipos e localizações de câncer, mas podemos afirmar que os tratamentos mais utilizados são a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia, constituindo o tripé do tratamento oncológico. Apesar da vantagem de preservar a estrutura do tecido, a radioterapia na região da cabeça e pescoço geralmente resulta em complicações orais que afetam a mucosa oral, ossos, musculatura mastigatória, estruturas dentais e a glândulas salivares. Quando a cavidade oral é exposta à doses mais elevadas de radiação, consequências clínicas incluindo a hipossalivação, mucosite, perda do paladar, trismo, osteorradionecrose e cáries relacionadas à radioterapia devem ser considerados como os efeitos secundários mais comuns.Em relação ao material restaurador de escolha em pacientes irradiados, é um consenso na literatura que a primeira opção do cirurgião dentista seja a resina composta, já que o ionômero de vidro, em especial o convencional, apesar de inibir o aparecimento de cáries secundárias, sofre uma erosão precoce devido à xerostomia e diminuição do pH da cavidade bucal, enquanto as resinas compostas fazem com que haja longevidade e uma maior integridade da restauração.Mais recentemente, Tjäderhane et al., 2013 e Mazzoni et al., 2013 mostraram que as mudanças no pH causadas pelos ácidos do condicionamento dentinário, pelos monômeros ácidos e os monômeros resinosos do próprio adesivo conseguem modular a ativação e expressão das MMPs e cisteíno-catepsinas, resultando em um aumento da degradação das fibras colágenas dentro da própria camada híbrida.Com a evolução dos tratamento oncológicos possibilitando uma maior sobrevida global dos pacientes portadores de neoplasias e da atual longevidade dos dentes na cavidade oral, é essencial que o cirurgião-dentista tenha conhecimento das alterações em cavidade oral produzidas pela radiação de cabeça e pescoço e consiga atuar de forma correta tanto no pré quanto no pós tratamento oncológico. Este trabalho tem como objetivo analisar a localização e a atividade das proteases endógenas em dentina hígida, irradiada in vitro e in vivo, restauradas com diferentes adesivos e suas influências nas propriedades dos materiais restauradores em três diferentes tempos.Este trabalho será divido em 2 fases distintas: 1ª Fase: avaliar a localização e atividade das MMP-2 e -9 e CT-B e -K e nanodureza entre dentes hígidos, irradiados in vitro e in vivo. 2ª Fase: Avaliar a localização e atividade das MMP-2 e -9 e CT-B e -K em restaurações adesivas realizadas pré e pós radioterapia in vitro (C70Gy) identificar se existe relação entre as atividades das MMPs e CTs e a influência na nanodureza dos adesivos, resina composta e camada híbrida em três diferentes tempos (24hrs, 6 meses e 12 meses após o procedimento restaurador).