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Avaliação do potencial anti-inflamatório da crotoxina, uma fosfolipase A2 isolada da peçonha de Crotalus durissus terrificus, em modelo de endotoxemia

Processo: 16/04079-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Suely Vilela
Beneficiário:Gabriel Neves Cezarette
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/23236-4 - Toxinas animais nativas e recombinantes: análise funcional, estrutural e molecular, AP.TEM
Assunto(s):Toxicologia   Inflamação   Sepse   Coagulação intravascular disseminada   Fosfolipases A2   Venenos de origem animal   Crotoxina

Resumo

A sepse, ou infecção generalizada, é uma síndrome caracterizada por um conjunto de manifestações graves em todo o organismo, causada por infecção, por agentes patogênicos, como bactérias (gram-positivas ou gram-negativas) e fungos. Dentre os principais componentes bacterianos responsáveis por desencadear o processo inflamatório na sepse, podemos citar o lipopolissacarídeo (LPS), responsável pelo reconhecimento e ativação de leucócitos e, consequentemente, induzindo a expressão de citocinas pró inflamatórias como TNF-± e IL-1² e dando início ao processo inflamatório (COHEN, 2002). A crotoxina (CTX) é o principal componente presente na peçonha de serpentes do gênero Crotalus, sendo uma fosfolipase A2 (PLA2) (SAMPAIO et al., 2010). Estudos recentes evidenciaram que a CTX apresenta uma importante atividade imunomodulatória e anti-inflamatória observada em modelos animais de edema de pata e migração leucocitária (SAMPAIO et al., 2010). Considerando que não existem ainda trabalhos científicos que avaliem a resposta da crotoxina frente a qualquer patologia induzida por LPS, o nosso objetivo será de avaliar o comportamento da crotoxina na na resolução processo inflamatório em modelo de endotoxemia. O choque séptico será induzido pela administração de LPS em camundongos, onde serão avaliados diferentes doses e tempos de administração da crotoxina com o objetivo de avaliar a resolução do processo inflamatório. Para isso, serão avaliados parâmetros hematológicos, a partir do sangue desses animais, como contagem de leucócitos, parâmetros de coagulação (tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcialmente ativada) e dosagem de citocinas pró inflamatórias. Levando em consideração o uso de agentes imunomodulatórios como estratégia terapêutica para a sepse, a possível aplicação da crotoxina como agente farmacológico poderá auxiliar a resolução inflamatória na patologia da sepse. (AU)

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