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Contaminantes ambientais e estresse psicológico como preditores de declínio cognitivo durante o envelhecimento: estudo de coorte

Processo: 15/22792-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 13 de maio de 2016
Vigência (Término): 27 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Médico-cirúrgica
Pesquisador responsável:Juliana Nery de Souza Talarico
Beneficiário:Juliana Nery de Souza Talarico
Anfitrião: Sonia J. Lupien
Instituição-sede: Escola de Enfermagem (EE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université de Montréal, Canadá  
Assunto(s):Neurociências   Transtornos cognitivos   Estresse psicológico   Cognição   Envelhecimento da população

Resumo

Recentemente em um estudo transversal evidenciamos que indivíduos com mais de 50 anos com concentrações maiores de contaminantes ambientais (CA) como chumbo (Pb), policloreto de bifenila (PCBs) e organoclorados (OC) no sangue apresentaram alterações nas concentrações de cortisol (hiper ou hipocortisolemia), principal mediador da reação neuroendócrina de estresse, além de pior desempenho cognitivo em relação aos indivíduos com concentrações menores destes contaminantes. Em conjunto, estes resultados sugerem que a exposição a metais pesados, OC e PCBs, mesmo em níveis regulamentados pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC), pode ser um fator de vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos cognitivos. Assim, questiona-se se os indivíduos com exposição prévia a concentrações maiores de Pb, PCBs, OC e cortisol alterado desenvolvem declínio cognitivo ao longo do tempo. Para isto, a presente proposta de estudo tem o objetivo de analisar se os CA e os mediadores biológicos da resposta de estresse, bem como a interação entre eles são preditores de declínio cognitivo durante o envelhecimento. Os 129 participantes inicialmente incluídos em nosso estudo prévio "Exposição a contaminantes ambientais e declínio cognitivo em idosos saudáveis: influência sobre o estresse psicológico e estresse oxidativo (Processo FAPESP 2009/13911-6)", a saber, indivíduos com mais de 50 anos, moradores da região metropolitana da cidade de São Paulo com função cognitiva e funcional preservados, com serão recrutados para reavaliação da função cognitiva, do estresse e dos CA. Serão coletadas amostras de saliva para verificar o padrão diurno de cortisol, além de amostras de sangue para análise dos CA. Testes de avaliação da atenção, memória operacional, memória declarativa e função executiva serão aplicados para análise do desempenho cognitivo. Postula-se que indivíduos com exposição prévia a concentrações maiores de CA e pior resposta de estresse evoluem com declínio cognitivo. A confirmação desta hipótese contribuirá para a identificação de fatores de risco para o declínio cognitivo durante o envelhecimento além de fundamentar políticas de controle e fiscalização à exposição a CA para a prevenção de agravos à saúde do idoso e à manutenção de seu bem-estar físico e emocional. Este estudo está sendo desenvolvido em parceria com o Centre d'étude sur le stress humain of Centre de Recherche Fernand-Seguin, Hôpital Louis-H. Lafontaine of Université de Montréal, em Montreal, Quebec, Canadá, sob a supervisão da Dra. Sonia J. Lupien, colaborando com o estudo "Environmental contaminants and cognitive decline in aging people: the stress hypothesis" (Canadian Institutes of Health Research - CIHR # 62434). (AU)

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