Busca avançada
Ano de início
Entree

Papel do vírus de RNA (LRV1-4) presente na cepa M4147 de Leishmania guyanensis na modulação da resposta imune inata

Processo: 15/25404-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Dario Simões Zamboni
Beneficiário:Renan Villanova Homem de Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/04684-4 - O inflamassoma na resposta contra patógenos intracelulares e os mecanismos microbianos relacionados à evasão, AP.TEM
Assunto(s):Citocinas   Vírus   Inflamassomos   Imunidade inata   Leishmaniose   Receptores de reconhecimento de padrão

Resumo

A leishmaniose constitui um espectro de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania, que compreende várias espécies, responsáveis por diferentes formas da doença. No Brasil, a forma mais comum da doença é a leishmaniose tegumentar americana (LTA), encontrada praticamente em todo o território nacional, sendo causada principalmente pelas espécies L. braziliensis, L. guyanensis, L. panamensis e L. amazonensis. A proteção à doença está relacionada principalmente com a montagem de uma resposta imune de padrão Th1, com produção de IFN-g, que ativa macrófagos induzindo a síntese de óxido nítrico (NO). A participação de receptores de reconhecimento padrão da imunidade inata, como os receptores do tipo toll (TLRs - Toll-likereceptors) e os receptores do tipo NOD (NLRs - Nod-like receptors), na indução de resposta imune inata eficaz já foi demonstrada como sendo de extrema importância para a eliminação de diversos parasitos intracelulares, dentre eles parasitos do gênero Leishmania. Entretanto, algumas espécies de patógenos evoluíram de forma a possuir mecanismos de evasão à resposta imune do hospedeiro. No caso específico de Leishmania guyanensis, foi demonstrado que estes parasitos podem apresentar em seu kinetoplasto um vírus de dupla fita de RNA, os quais foram denominados como vírus de RNA de Leishmania (LRVs). Em modelo experimental murino, o LRV mostrou-se capaz de induzir uma resposta hiper-inflamatória via TLR3 frente à infecção por cepas de Leishmania guyanensis isoladas de pacientes, que contribuiu para uma maior patogenicidade e agravamento da doença. Apesar de este estudo ter apontado o TLR3 como receptor importante na detecção e subseqüente resposta ao vírus, os mecanismos pelos quais o LRV contribui para a maior patogenicidade de Leishmania guyanensis ainda não estão totalmente elucidados. Vários trabalhos demonstram que parasitos do gênero Leishmania são capazes de ativar diversos TLRs, como TLR2, TLR3, TLR4 e TLR9. Outros estudos têm demonstrado que alguns TLRs são capazes de induzir autofagia e modular a ativação do inflamassoma. Recentemente, em um artigo publicado por nosso grupo, foi demonstrado que o inflamassoma de NLRP3 é fundamental para o controle da infecção por Leishmania spp. Neste contexto, o presente projeto visa investigar a participação do LRV1-4 na modulação do inflamassoma e da resposta imune inata, bem como descrever os mecanismos moleculares envolvidos na patogenicidade de L. guyanensis dependentes do vírus LRV1-4. (AU)