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Avaliação da contaminação por metais em um trecho da estrada de terra que liga a antiga usina Plumbum com o município de Adrianópolis (PR)

Processo: 16/03011-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental
Pesquisador responsável:Valéria Guimarães Silvestre Rodrigues
Beneficiário:Giulia Meneguel Coltro
Instituição-sede: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Contaminação   Metais   Água pluvial   Estradas rurais   Lixiviação   Solubilização   Avaliação   Vale do Ribeira (SP)

Resumo

A região do Vale do Ribeira foi um importante pólo da mineração no Brasil, possuindo em seu território diversas minas de exploração de Pb (6 no estado do Paraná e 3 no estado de São Paulo) e uma usina de beneficiamento e fundição, localizada no estado do Paraná (Adrianópolis). A empresa responsável pelo beneficiamento e fundição do minério de Pb (Plumbum), atuou na região do Vale do Ribeira, no período de 1945 a 1995. Ao longo de sua atividade, essa empresa deixou um histórico de passivos ambientais, em decorrência do lançamento de rejeitos de mineração no rio Ribeira de Iguape, da emissão de poluentes atmosféricos e da disposição inadequada dos resíduos sólidos (rejeitos e escórias). As escórias de fundição, são enriquecidas em Pb, Zn, Sn, Sb, As, Cd e Fe. Essas escórias foram dispostas diretamente sobre o solo, não recebendo nenhum material de cobertura, com isso, as mesmas ficaram expostas aos agentes intempéricos por um período de 6 anos (de 2001 a 2007). Em 2007, parte das escórias foram transferidas do antigo local de disposição, localizado a 2 km da empresa responsável pelo beneficiamento e fundição do minério (Plumbum), para a área de disposição dos rejeitos (a 50 m do antigo local). Durante o transporte das escórias, ocorreu o descarte inadequado deste material na estrada de terra, no trecho entre o antigo depósito e o novo depósito. Essas escórias, ainda hoje, estão dispostas na estrada, no trecho que liga Adrianópolis a empresa de beneficiamento. As escórias de fundição apresentam diferentes tamanhos, desde 0,2 mm a 7 cm. Desta forma, com a circulação de automóveis, pode ocorrer a suspensão das partículas finas, que podem, assim, se depositar em hortas e pastos da região e também, serem inalados pelos moradores das vilas vizinhas, além disso, pode estar ocorrendo a lixiviação dos metais devido as águas pluviais. Assim sendo, se faz necessário um estudo detalhado das características físicas e químicas destas escórias, visando avaliar se as mesmas estão contaminando este local devido a presença de metais potencialmente tóxicos.

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