| Processo: | 16/03605-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Paolo Marinho de Andrade Zanotto |
| Beneficiário: | Daniel Ferreira de Lima Neto |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Vírus Zika Análise de sequência de RNA Virologia Expressão gênica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | expressão gênica | RNA-seq | Zika vírus | Virologia |
Resumo O Zika vírus foi descrito pela primeira vez em 1947 na floresta de Zika em Uganda, África. Este vírus foi isolado do macaco Rhesus e inoculado no cérebro de camundongos, o que resultou na detecção do agente filtrável, chamado de Zika virus (ZIKV) . Posteriormente o mesmo vírus foi isolado da espécie de mosquitos Aedes africanus, que mantem relação evolutiva próxima com o Aedes aegipti, muito comum no Brasil. O vírus Zika é um arbovírus membro da família Flaviviridae, gênero Flavivirus e até pouco tempo era um vírus com pouca relevância e expressão, confinado a um estreito nicho animal e restrito à faixa equatorial da África e Ásia. A epidemia atual causada por este arbovírus chamou a atenção do mundo para o Brasil. No momento existem relatos da infecção ocorrendo na América do Sul, Central e Caribe, com ramificações para Estados Unidos, Europa atingindo também a China recentemente. Trabalhos anteriores de nosso grupo revelaram que o genoma do virus é relacionado aos Dengue vírus e os resultados preliminares apresentados neste projeto e em nosso trabalho recente revelaram uma importante adaptação evolutiva do vírus relacionada ao uso de codons do hospedeiro para expressão eficiente de suas proteinas virais, além de compartilhamento de epitopos lineares e estruturais. Porém, ao comparar a linhagem Africana e a brasileira produzida em células permissivas e semi-permissivas, poderemos mensurar tais diferenças, como por exemplo o baixo nível de expressão de alguns genes virais. Para isso, iremos (i) Identificar diferenças qualitativas e quantitativas de RNA mensageiros (mRNA) decorrentes de infecção por Zika linhagem Africana e Brasileira em PBMC; (ii) Analisar in silico as possíveis alterações encontradas no padrão de expressão do mRNA do Zika nas duas linhagens estudadas, o que vai permitir observar alvos para o futuro silenciamento gênico; (iii) Mapear in silico as ORFs diferencialmente expressas; (iv) Analisar as possíveis alterações e propor a rede de interação de expressão gênica nas linhagens estudadas com ferramentas específicas de rede e (iiv) analisar se a regulação de expressão do Zika a diferentes hospedeiros é congruente com outros vírus de RNA. Entender como estes processos funcionam em conjunto e dentro do desenho experimental aqui proposto será determinante na compreensão das redes que são perturbadas no curso desta infecção. | |
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