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Mecanismos de comunicação entre sistema nervoso central e rins no Diabetes Mellitus Experimental

Processo: 14/26387-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Ruy Ribeiro de Campos Junior
Beneficiário:Tales Lyra de Oliveira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitus   Sistema nervoso simpático   Estresse oxidativo   Fisiologia cardiovascular

Resumo

O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla caracterizada pela presença de hiperglicemia inapropriada decorrente da falta de insulina e/ou de sua incapacidade em exercer adequadamente seus efeitos. O impacto da doença como problema de saúde pública decorre não apenas de seu quadro clínico diretamente relacionado à hiperglicemia, mas principalmente pelas alterações funcionais que ocorrem em diferentes órgãos e sistemas, resultantes do descontrole metabólico crônico. Destas complicações, vale destacar a nefropatia diabética que é a etiologia mais comum de doença renal crônica nos países ocidentais estando associada ao maior índice de mortalidade. No modelo experimental de DM por estreptozotocina em ratos, tem sido demonstrado que a atividade nervosa simpática renal encontra-se aumentada paradoxalmente em relação a outros territórios do organismo. Sabe-se também que este modelo de DM apresenta aumento do estresse oxidativo e da ativação do sistema renina-angiotensina (RAS) e que tais fatores podem estar envolvidos na disfunção autonômica do DM. Portanto, o presente projeto busca avaliar o nível de atividade simpática basal pós-ganglionar (tônica e reflexa) renal e lombar e sua correlação com a atividade do nervo frênico, uma vez que, a atividade respiratória tem forte influência sobre a atividade vasomotora simpática. Desta forma, pretende-se investigar se há ajustes topográficos ou preferenciais da atividade nervosa vasomotora simpática e respiratória na condição de DM. Concomitantemente, serão avaliadas as ações glutamatérgicas e angiotensinérgicas na região rostroventrolateral do bulbo, considerada uma das principais regiões envolvidas no controle da atividade simpática. Adicionalmente, serão analisadas as ações sistêmicas, intrarrenais e centrais do estresse oxidativo e do RAS por meio de técnicas de biologia molecular. Em outra etapa do estudo, será investigado o papel da denervação renal no balanço simpático, cardiovascular, estresse oxidativo e nos parâmetros de controle glicêmico do DM. Assim, almeja-se melhorar a compreensão dos diversos mecanismos envolvidos no controle autonômico simpático no DM.