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Atuação de células t reguladoras em episódios reacionais na hanseníase

Processo: 16/07110-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Gil Benard
Beneficiário:Carolina Cardona Siqueira Lobo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/15286-0 - Atuação de células T reguladoras em episódios reacionais na hanseníase, AP.R
Assunto(s):Mycobacterium leprae   Hanseníase

Resumo

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecto-contagiosa crônica cujas manifestações clínicas predominantes são lesões de pele, mucosa e nervos periféricos. Porém o efeito da infecção e suas manifestações clínicas dependem de vários aspectos, entre eles, da resposta imune do hospedeiro contra o bacilo. Neste sentido, a partir do estado inicial a hanseníase pode evoluir para o pólo de resistência ao bacilo, conhecido como tuberculóide, como também para o pólo de alta suscetibilidade, denominado lepromatoso. Além dessas formas bem definidas, a doença pode adquirir formas instáveis e que podem desencadear episódios reacionais, conhecidas como dimorfas. Os episódios reacionais são fenômenos inflamatórios agudos que podem resultar na perda funcional de nervos periféricos levando a incapacidades físicas causadas pela doença, além de ser a maior causa de hospitalização em casos de hanseníase. Deste modo, nossa hipótese é de que em pacientes que desenvolvem episódios reacionais haveria ausência do controle da resposta imune decorrente de uma deficiência no número e/ou função de células T reguladoras (Tregs). Células Tregs (CD4+CD25+Foxp3+CD127low/-) possuem mecanismos imunossupressores essenciais para indução e manutenção da tolerância imunológica, e também para regulação da resposta imune contra vários tipos de antígenos. Sendo assim, sua atividade supressora se dá pela secreção de perforina, granzimas e de moléculas como CTLA-4 e CD39, como também por meio da secreção de citocinas como IL-10 e TGF². Contudo, não está, até o momento, bem estabelecido o papel desenvolvido por células Tregs em episódios reacionais. O objetivo deste projeto será o estudo in vitro, por meio de análises relacionadas à frequência e função de células Tregs circulantes do sangue periférico, e in situ, por meio do estudo imunohistoquímico de biópsias de lesões, com o propósito de melhor entender seu papel na modulação e supressão da resposta imune desses pacientes. O melhor entendimento da imunopatogenia nesses quadros poderia eventualmente beneficiar e direcionar a novas imunoterapias.