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Memória da Antropologia no Brasil: o acervo institucional da Associação Brasileira de Antropologia

Processo: 16/06341-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Christiano Key Tambascia
Beneficiário:Thais Farias Lassali
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/19298-5 - "constituindo arquivos: a produção da memória para a história da antropologia através do colecionismo de Nimuendaju e Fagg", AP.R
Assunto(s):Arquivos   História da antropologia

Resumo

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) completa, em 2015, 60 anos de existência. Uma das mais antigas associações acadêmicas de Ciências Sociais no Brasil, a ABA tem exercido um papel central na condução de discussões fundamentais que envolvem a luta pelos direitos das populações indígenas e de grupos que reivindicam, junto ao Estado, garantias básicas de cidadania. Também é responsável por promover, a cada dois anos, a Reunião Brasileira de Antropologia - o principal congresso científico de antropologia no país -, ocasião em que antropólogos brasileiros e estrangeiros apresentam e debatem suas pesquisas, discutem ética em pesquisa, endereçam questões cruciais da vida social no Brasil. Sua história institucional é, assim, de enorme importância para a comunidade antropológica em especial, e para a academia brasileira de maneira geral. A preservação de sua memória e a disponibilização dos documentos que contam não apenas a trajetória da Associação, mas os eventos por ela promovidos, são cruciais para ela continue atuando no desenvolvimento da pesquisa antropológica. Este acervo também é central para as pesquisas sobre a história da disciplina. Grande parte do acervo institucional da ABA está depositado no Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), onde eu, o pesquisador responsável do projeto, atuo como diretor adjunto atualmente. O acervo consiste em 463 pastas, em 53 caixas de documentos. Também abriga 131 fotografias, 43 fitas de VHS, 7 fitas cassetes, diversos livros e vários objetos tridimensionais, bem como 83 cartazes. Este vasto material, referente à memória da ABA até a década de 1990 (quando foi negociada a doação ao AEL), está devidamente acondicionado, mas em grande medida ainda não totalmente organizado e disposto detalhadamente para pesquisa em formato digital. O projeto consiste, assim, no começo da organização e digitalização deste material, para que ele possa ser disponibilizado eletronicamente e em publicações.É importante destacar que estou em contato com o atual presidente da Associação Brasileira de Antropologia, Prof. Dr. Antonio Carlos de Souza Lima, que manifestou o interesse na organização deste acervo. A intenção é a de que este projeto estimule outras iniciativas em relação à memória da ABA, o que inclui a doação do restante do material de arquivo da instituição, bem como a estruturação de uma política de doação da documentação que vier a ser produzida pela ABA e nas Reuniões Brasileiras de Antropologia do futuro.