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Avaliação estereológica da arquitetura epitelial e do plexo mioentérico do rúmen de bovinos durante o desenvolvimento pré e pós-natal

Processo: 16/03227-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Francisco Javier Hernandez Blazquez
Beneficiário:Aliny Antunes Barbosa Lobo Ladd
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/50095-3 - Expressão de proteínas de comunicação e de junções celulares no sistema digestivo de fetos bovinos, bezerros recém-nascidos e bovinos adultos, AP.TEM
Assunto(s):Caderinas   Bovinos   Sistema digestório

Resumo

O rúmen e seu epitélio de revestimento sofrem várias adaptações fisiológicas e morfológicas que os preparam para suas funções de câmara de fermentação bacteriana e absorção de ácidos graxos voláteis, quando se inicia os processos de ruminação. O epitélio ruminal é crucial para as adaptações digestivas e fisiológicas da alimentação adulta nos ruminantes, contudo o processo celular de adaptação e as moléculas mais importantes da arquitetura epitelial foram pouco estudadas. Sabe-se que o epitélio sofre modificações desde sua formação embrionária até seu amadurecimento após o desmame, passando de um estado afuncional a um estado funcional, mas não se conhecem completamente os mecanismos celulares que governam estas modificações. O plexo mioentérico está envolvido nas atividades reflexas e integrativas do sistema digestivo. Os gânglios do plexo mioentérico encontram-se entre as duas camadas musculares (circular interna e longitudinal externa) formando uma rede, de tecido nervoso, altamente especializada tanto funcional quanto estruturalmente que se estende sem interrupções desde o esôfago até o canal anal. Além das alterações da mucosa ruminal, há uma adaptação neuroplástica do plexo mioentérico do rúmen associada à mudança drástica de alimentação, que interferem na motilidade deste órgão. Esta motilidade é diferente de outras partes do trato gastrointestinal, sendo o rúmen inicialmente afuncional nos neonatos, mas se tornando o responsável pela mistura da ingesta no adulto. Este fenômeno biológico fundamenta a importância de ampliarmos o conhecimento acerca dos mecanismos adaptativos dos plexos mioentéricos, em fazes distintas do desenvolvimento pós-natal, sobretudo, na fase de transição do comportamento alimentar. Sabe-se que existem alterações na dinâmica de diferentes tipos neuronais (quanto ao código neuroquímico) do plexo mioentérico do rúmen (com predominância de neurônios inibitórios em animais adultos), em função desta drástica alteração do comportamento alimentar no decorrer do desenvolvimento pós-natal, bem como em função do tipo de alimentação. No entanto, não há consenso sobre as adaptações quantitativas que ocorrem com os neurônios do plexo mioentérico, se eles diminuem em tamanho e quantidade de neurônios por gânglio mioentérico ou se mantém estáveis durante o desenvolvimento pós-natal. (AU)