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O projeto furtadiano de desenvolvimento: a finalidade da poupança interna

Processo: 16/01958-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Direito
Pesquisador responsável:Alessandro Serafin Octaviani Luis
Beneficiário:Levi Custódio Santos
Instituição-sede: Faculdade de Direito (FD). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Economia política   Direito econômico   Desenvolvimento econômico   Financiamento   Caderneta de poupança   Industrialização   Análise funcional

Resumo

O presente trabalho se propõe a investigar a finalidade da poupança interna na obra de Celso Furtado. O que isso significa, como surge e como pode ser usada no modelo de desenvolvimento furtadiano para a superação do subdesenvolvimento brasileiro e a sua condição periférica. A justificação da pesquisa reside na relevância da capacidade de investimento e financiamento que os países possuem. Num cenário de disputa por posições de destaque na Divisão Social Internacional do Trabalho quanto maior a capacidade de investimento maior a autonomia dos países para que tomem decisões estratégicas que os beneficiem. Assim é patente a necessidade dos países subdesenvolvidos, como o Brasil, encontrar meios para que tenham uma capacidade de investimento autônoma e compatível com as necessidades que um projeto de desenvolvimento. O objetivo é compreender, na visão de Celso Furtado, o que é a poupança interna e quais são as suas principais características. Em seguida, conjugando as ideias de Furtado com outros autores, investigar como se utilizar da poupança interna no processo de industrialização para o cumprimento de uma das etapas da superação do subdesenvolvimento. O presente trabalho, assim, localiza-se no âmbito da Economia Política e de sua institucionalidade, voltando-se para uma análise funcional: para que serve a poupança interna em um processo de desenvolvimento econômico em um contexto de periferia ou semiperiferia capitalista? Dessa forma, o ambiente do Departamento de Direito Econômico, Financeiro e Tributário da FADUSP é o mais adequado possível, dado que foi nessa instituição que foram inaugurados os estudos universitários de Economia Política no Brasil (Decreto de XI de Agosto de 1827, de criação dos cursos de Direito no país) e, atualmente, tem a área de Direito Econômico organizada em duas subáreas: Direito Econômico e Economia Política. A metodologia será a pesquisa bibliográfica na produção em livro de Celso Furtado.