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A constituição psíquica do sujeito civilizado e a sua relação com a gênese da moral em Freud: uma análise psicanalítica da estrutura social

Processo: 16/02206-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Daniel Omar Perez
Beneficiário:Lígia Foratto
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Moral   Psicanálise   Estrutura social   Sujeito

Resumo

Este projeto propõe um trabalho filosófico que toma a psicanálise enquanto instrumento de problematização da sociedade em que vivemos. Analisaremos a relação entre sujeito e sociedade com vista para a gênese da moral a partir da teoria de Freud e contribuições de Lacan. A concepção de sujeito que nos embasa é a de sujeito do inconsciente, portanto constituído a partir de complexos e disputas psíquicas que lhe conferem a maneira de lidar com seus investimentos de energia libidinal dentro de uma sociedade. Tal organização pulsional constitui indivíduos civilizados, aptos a seguir leis e limites, de forma que a gênese da moral fundamenta a possibilidade da civilização, organizações política e religião. A psicanálise atribui a constituição moral do sujeito à castração, momento em que a abdicação do prazer é necessária, assim como a introjeção das leis e dos limites que a cultura nos impõe. A maneira com que os indivíduos lidam com tais abdicações e com os limites impostos por autoridades confere forma à sociedade em que vivemos e interfere no campo político, pois a constituição moral na esfera individual se revela culturalmente. Consideramos que toda ação política aparece em meio a disputas de interesses contraditórios, de maneira que o conflito é fundamental tanto para a organização social quanto psíquica. Pensaremos, então, a gênese psicanalítica da moral através da castração, e pretendemos com isso problematizar a relação sujeito-sociedade, fundamentalmente conflituosa. (AU)