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Efeito do resveratrol ou do vinho tinto em marcadores do estresse oxidativo associados à aterosclerose em modelo animal

Processo: 16/01353-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Inar Alves de Castro
Beneficiário:Gabriela Grassmann Roschel
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Resveratrol   Vinho   Aterosclerose   Estresse oxidativo   Compostos fenólicos   Modelos animais

Resumo

A aterosclerose é uma doença inflamatória caracterizada pela infiltração de lipoproteínas na parede vascular. Alterações fisiopatológicas conduzem a uma disfunção endotelial que favorece principalmente o acúmulo de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) na camada íntima, onde são modificadas por espécies reativas de oxigênio (ROS) aumentando sua eletronegatividade (LDL(-)). Uma vez modificadas, as LDL(-) são fagocitadas por macrófagos, formando células espumosas, concomitante a produção e liberação de mediadores inflamatórios, promovendo um quadro de inflamação subclínica crônica, com consequências potencialmente isquêmicas. Portanto, a condição de estresse oxidativo encontra-se fortemente associada à progressão da aterosclerose. Estudos epidemiológicos sugerem que indivíduos que consomem vinho tinto de forma moderada e contínua apresentariam uma menor incidência de eventos cardiovasculares associados à aterosclerose, quando comparados a indivíduos que não consomem ou consomem doses elevadas, conhecida como "curva U", semelhante à curva "J" atribuída ao consumo de álcool. Tais pesquisas apontam os compostos fenólicos presentes no vinho tinto como responsáveis por esse efeito protetor. Entre vários mecanismos sugeridos, a principal hipótese consiste na potencial reação dos compostos fenólicos do vinho tinto com as ROS, favorecendo uma condição geral menos oxidante, reduzindo assim a modificação das LDL tanto no plasma como no endotélio. Diversos compostos fenólicos já foram identificados e quantificados em vinhos de diferentes procedências. Entre eles, o resveratrol tem recebido destaque por sua ação antioxidante e potencial aumento da longevidade. Atualmente, suplementos contendo resveratrol isolado são livremente consumidos pela população nas mais diferentes dosagens. Porém, não há informação se o consumo de resveratrol seria equivalente ao consumo de vinho tinto, na redução do estresse oxidativo associado à aterosclerose. Assim, a proposta deste estudo será de avaliar o consumo moderado de um vinho tinto classificado como de "elevada atividade antioxidante" em comparação ao consumo de resveratrol isolado na dosagem prescrita na literatura, em biomarcadores do estresse oxidativo em animais knockout para o receptor de LDL, em um modelo de prevenção e em um modelo de reversão de formação de estrias gordurosas. Nessa avaliação, dois protocolos serão conduzidos (prevenção e reversão) e a aterosclerose será induzida através de uma dieta pró-aterogênica. Assim, os resultados deste estudo irão responder se a substituição do consumo moderado de vinho tinto pela suplementação diária com resveratrol isolado poderia oferecer benefício equivalente em termos de redução do estresse oxidativo e consequente proteção cardiovascular. (AU)