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Haydée Santamaría e a mitificação de uma heroína da Revolução Cubana

Processo: 16/04202-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2016
Vigência (Término): 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Mariana Martins Villaça
Beneficiário:Carolina de Azevedo Müller
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):História de Cuba   Revolução Cubana   Análise de conteúdo

Resumo

Esta pesquisa pretende compreender o processo de mitificação da guerrilheira revolucionária cubana Haydée Santamaría na história cubana. Membro do Movimento 26 de Julho cujas ações acarretaram a Revolução Cubana e, após a vitória dos rebeldes, presidente do órgão cultural Casa de las Américas, Haydée teve profunda influência política e cultural em Cuba, sendo também conhecida e respeitada nos círculos de esquerda, na América Latina. A documentação selecionada para esta pesquisa são textos, em geral biográficos, produzidos desde seu suicídio em 1980, que incorporam parte da memória oficial cubana, por se tratarem de textos publicados em sites oficiais cubanos e em um livro publicado em outro país com o apoio de instituições cubanas. Nestes textos, a narrativa biográfica constrói uma identidade de Haydée como heroína nacional. Pretendemos compreender historicamente este processo de heroicização, buscando analisar as características atribuídas a essa heroína, em boa parte recorrentes nas descrições de outras heroínas da história cubana e latino-americana. Pretendemos, ainda, problematizar a questão do gênero nesse processo de heroicização. Por fim pretendemos analisar como foi interpretado o seu suicídio, e as razões da minimização de seu papel de guerrilheira em contraste com sua função de presidente da Casa de las Américas, entre outros cargos institucionais.