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Modulação e diferenciação de macrófagos residentes por microvesículas derivadas de células estromais mesenquimais na lesão de isquemia e reperfusão renal

Processo: 16/03084-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Gabriela Sampaio da Silva
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nefrologia   Exossomos   Transplante de rim   Macrófagos

Resumo

A Lesão de Isquemia e Reperfusão (LIR) é a principal causa de Lesão Renal Aguda (LRA) em rins nativos e transplantados. Por conseguinte, a LIR, inevitável no transplante renal, é um dos principais fatores responsáveis pelo Retardo na Função do Enxerto (RFE), um evento que aumenta os riscos rejeição aguda e afeta a sobrevivência dos enxertos a longo prazo. A LIR pode ser definida como o conjunto de lesões decorrentes da hipóxia tecidual e do restabelecimento do suprimento de oxigênio após o período de isquemia. Sob o ponto de vista inflamatório, o processo de LIR induz alterações nos leucócitos, nas células endoteliais e nas células epiteliais tubulares, resultando em uma intensa inflamação renal. Entre as células inflamatórias envolvidas LIR destacamos os macrófagos, presentes desde os primeiros estágios da lesão renal. Estas células são influenciadas pelos estímulos do ambiente, resultando em ativação clássica conhecida como polarização M1 e em ativação alternativa denominada M2. Estes estados de ativação dos macrófagos podem auxiliar na inflamação e reparo do tecido renal. Os macrófagos M1 secretam citocinas pró-inflamatórias e Espécie Reativa de Oxigênio (ERO) que amplificam a resposta inflamatória e agravam a lesão renal, inversamente, macrófagos M2 liberam moléculas pró-resolutivas e fatores de crescimento que atenuam a inflamação renal e promovem o reparo tecidual. Desta forma, a polarização macrofágica é um evento decisivo no desfecho das lesões renais agudas e crônicas. Logo, uma terapia que conseguisse educar e reprogramar macrófagos M1 em M2 transformaria estas células em aliados na regulação da resposta imune inflamatória e na regeneração do enxerto após as agressões provocadas pela IR. As Células Estromais Mesenquimais (CEMs) podem ser esta terapia. As CEMs têm mostrado serem efetivas na educação e reprogramação dos macrófagos M1 em macrófagos M2. As Microvesículas (MVs) liberadas por CEMs (MVs-CEMs) são uma das principais responsáveis pelos efeitos terapêuticos destas células e a substituição de CEMs por MVs em tratamentos pode ser viável e propiciar maior segurança. Dessa maneira, nós formulamos a hipótese de que as CEMs podem modular o perfil de macrófagos durante o evento isquêmico e assim promover um reparo tecidual com menos fibrose. Portanto, nosso objetivo é avaliar a capacidade das MVs provenientes de CEMs de induzir a ativação alternativa de monócitos proporcionando a polarização dos macrófagos para o fenótipo pró-resolutivo/M2 em um modelo experimental de LIR renal severa e verificar se esta polarização esta associada à proteção aos danos de LIR. Para isso utilizaremos animais C57BL6-CX3CR1-green fluorescent protein (GFP) e C57BL6-CCR2-red fluorescent protein (RFP) nos quais o marcador CX3CR1 é relacionado a um perfil de monócitos que diferenciarão em M2 e o CCR2, a M1. Animais heterozigotos (CX3CR1+CCR2+) que expressam ambas as proteínas coloridas serão submetidos à LIR unilateral severa e tratados com MVs provenientes de CEMs. O perfil de macrófagos/monócitos será analisado para verificar o efeito modulador das MVs e os parâmetros funcionais, histológicos e moleculares serão utilizados para evidenciar a associação entre a polarização macrofágica e a redução dos danos renais. Acreditamos que a substituição de CEMs por MVs neste tratamento possa propiciar maior segurança e promover aumento de macrófagos do fenótipo M2. Portanto, este projeto pretende desenvolver uma abordagem inovadora para assim obter a regulação da resposta imune inflamatória e a regeneração do enxerto após as agressões provocadas pela LIR. Além disso, os conhecimentos obtidos neste modelo poderão futuramente ser transferidos para a clínica e a modulação macrofágica no enxerto renal poderá auxiliar a reduzir a dramática porcentagem de incidência de RFE no Brasil. Este avanço terapêutico é de grande importância, visto que, o transplante renal é considerado a única terapia para muitas doenças terminais deste órgão.

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