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Integração de processos ecológicos em diferentes escalas espaciais: o exemplo de um sistema presa-predador do entremarés

Processo: 15/26859-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2016
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Ronaldo Adriano Christofoletti
Beneficiário:Andre Luiz Pardal Souza
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/09641-0 - Efeitos da contaminação por metais na interação entre predador e presa do entremarés rochoso, BE.EP.DR
Assunto(s):Stramonita haemastoma   Predação   Costões rochosos

Resumo

A força das interações ecológicas entre espécies é fundamental para a determinação da dinâmica de comunidades e do funcionamento dos ecossistemas. Em ambientes marinhos, a mediação ambiental da força das interações ecológicas pode ser influenciada por diferentes fatores ambientais que podem atuar através de efeitos no nível populacional ou determinando a força das interações per capita. Entretanto, estes fatores emergem em diferentes escalas espaciais e tem sido um desafio para os ecólogos escalonar resultados de experimentos locais para escalas espaciais mais abrangentes. Em um mundo com frequentes mudanças ambientais, entender como fatores ambientais em diversas escalas espaciais interagem e modificam parâmetros populacionais e a força das interações per capita é relevante para o desenvolvimento da nossa capacidade preditiva e na gestão de ambientes naturais. Neste projeto propomos usar os costões rochosos na costa brasileira para testar se o efeito do gradiente latitudinal de temperatura na interação das espécies é modificado regionalmente pela ressurgência e outros fatores ambientais de mesoescala. Utilizaremos um sistema de presa-predador do entremarés, formado por cracas/mexilhões e gastrópodes para avaliar como parâmetros populacionais (abundância e tamanho corpóreo) alteram em relação aos gradientes de temperatura, produtividade primária e exposição às ondas através de um estudo observacional com amostragem em larga escala. Além disso, experimentos em campo serão utilizados para avaliar a variação da força das interações per capita em escalas espaciais local e regional. Localmente, será avaliada a importância relativa de fatores ambientais (p. ex., exposição às ondas) e biológicos (p. ex., densidade de presa) na força da interação entre presa e predador. Já em escala regional, será testado como a ressurgência modifica o gradiente latitudinal de temperatura. Com base nestes resultados, espera-se determinar como mudanças ambientais podem alterar as interações presa-predador na zona costeira.