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Os espaços públicos e o arquiteto: estudo de caso da praça Victor Civita

Processo: 15/21824-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:José Eduardo de Assis Lefèvre
Beneficiário:Julia Kahvedjian Amadio
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Espaço público   Espaço urbano   Praças   Restauração ecológica   Projeto de arquitetura   Arquitetos

Resumo

Este projeto tem como foco a análise de um espaço público contemporâneo e recentemente concluído em São Paulo, que é a Praça Victor Civita, seguindo como um princípio a metodologia de pesquisa geográfica proposta pelo Prof. Milton Santos para a análise de espaços urbanos, incorporando a abordagem arquitetônica, com vistas a compreender a sua inserção na cidade de São Paulo e o papel desempenhado pelos arquitetos responsáveis pela sua concepção. A Praça Victor Civita foi projetada em 2006, como resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Abril que teve a intermediação fundamental das arquitetas Adriana Blay Levisky e Anna Julia Dietzsch, para recuperar os remanescentes de um antigo incinerador de lixo localizado próximo ao centro do bairro de Pinheiros e integrá-los em um novo espaço aberto ao público. Além do abandono e deterioração do prédio do incinerador, o terreno em que se localizava apresentava-se contaminado por produtos tóxicos, representando um difícil ônus para a sua proprietária, a Prefeitura. A proximidade com o novo edifício sede da Editora Abril, localizado exatamente na mesma Rua do Sumidouro, em frente ao terreno do antigo incinerador, foi decisivo para que a Editora assumisse o projeto de recuperação da área como um elemento de valorização de sua imagem pública, além de possibilitar a criação de uma área de lazer e convívio para o elevado número de seus funcionários. A relação mais aberta de uma empresa com o ambiente urbano em que se insere, com a implantação de uma área aberta ao uso público é, sem dúvida um contraponto à cultura corrente do cercamento das áreas privadas. As arquitetas Adriana Levisky e Anna Dietzsch partiram do princípio de desenvolver um projeto exemplar do ponto de vista da recuperação ambiental, adotando soluções ecológicas e sustentáveis. O programa de atividades previstas para o novo espaço abarca uma gama de caráter cultural, educativo e contemplativo, que apresentaram sucesso de frequência de público. A qualidade do projeto arquitetônico foi um fator muito importante para que esse sucesso fosse alcançado. A localização da Praça Victor Civita, além da proximidade do edifício da empresa patrocinadora, se beneficia da proximidade com o terminal intermodal Pinheiros, integrado pelas estações do Metrô e da CPTM e de ônibus urbanos, bem como de todo o conjunto de comércio e serviços localizados na vizinhança do centro de Pinheiros. O desenvolvimento da pesquisa divide-se em algumas etapas: pesquisa bibliográfica sobre a problemática contemporânea dos espaços públicos em geral e do estudo de caso escolhido em especial, pesquisa documental sobre a concepção e implantação da Praça Victor Civita e entrevistas com os responsáveis pelo projeto e pela implantação da obra; visitas ao local de estudo e pesquisa de campo; e elaboração de relatórios. A gestão patrimonial de ambientes se apresenta como um dos principais desafios na cidade contemporânea, e o estudo de um projeto que adota como diretriz a recuperação ambiental é muito frutífero para o desenvolvimento de trabalhos futuros.

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