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A representação feminina sob orientação da linguagem do sublime em Espectros e suas ressonâncias sobre a obra madura de Cecília Meireles

Processo: 15/26513-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Fabiano Rodrigo da Silva Santos
Beneficiário:Sheila Juliana Aparecida Dálio Batista
Instituição Sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Poesia do Brasil   Poesia lírica   Representações sociais   Figuras de linguagem   Feminino   Modernidade   Sublime   Análise de conteúdo   Estudos literários
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Lírica do século XX | modernidade | Motivos Poéticos | Poesia brasileira | Sublime | Poesia brasileira

Resumo

A pesquisa visa investigar a representação feminina sob orientação da linguagem do sublime na obra inaugural de Cecília Meireles, Espectros (1919) e em poemas de obras consideradas representativas da fase madura da poetisa, a saber, Viagem (1939), Vaga Música (1942), Mar Absoluto e Outros Poemas (1945) e Retrato Natural (1949). Sensível às influências simbolistas e decadentistas, e consequentemente da tradição romântica que perpassa essas orientações estéticas, Espectros apresenta poemas que orbitam em torno de figuras femininas míticas desenvolvidas envolta por atmosfera de exotismo, mistério e fatalidade, delineadas a partir de convenções sublimes que permite a depreensão de um motivo reincidente que aqui convencionamos denominar como "feminino sublime", que confere formas a femme fatales, e mulheres fantasmagóricas que articulam e nutrem as imagens femininas com contornos que sugerem a ligação entre a feminilidade e as ideias de mistério, morte e sobrenatural. Embora o vínculo estrito com as convenções simbolistas, ao longo da poesia madura de Cecília Meireles tenha sido abrandado, para ceder espaço a experiência cotidiana e revestida da pungente humanidade, as marcas do sublime e da tradição a ele vinculada ainda se faz sentir nessa produção, ainda que ressignificada e particularizada. É o que se observa com o motivo feminino sublime que, em obras como "Viagem", "Vaga Música" e "Retrato Natural", deixa de revestir figuras exóticas e míticas, mas contamina com seu apelo de mistério e sobrenaturalidade experiências comuns como abandono, exploração, luto e amores frustrados, configurando imagens femininas prenhes de humanidade, que guardam seus vínculos com as figurações sublimes presentes já em Espectros. De Espectros a obra madura de Cecília Meireles as figuras femininas sublimes, inicialmente, exóticas mulheres vetores da fatalidade e da morte, que sob o distanciamento do exotismo de orientação romântica surgem como objetos de contemplação, convertem-se em sujeitos, protagonistas dos poemas, que testemunham um processo de aclimatação da dicção sublime a experiência comum que coloca em primeiro plano as contradições e inquietações humanas. A investigação da reiteração do motivo feminino sublime, de Espectros a obra madura de Cecília Meireles, a que nos propomos, oferece uma contribuição não apenas à exploração dos pontos que integram a obra madura da poetisa a sua obra inaugural, a saber, pouco contemplada pela crítica especializada, mas também atestar a maneira particular com que Cecília Meireles se apropria da tradição romântico-simbolista, referencia inicial para sua poesia, como forma de delinear sua identidade estética individual e, nesse processo, problematizado e ressignificando postulados dessa tradição, como é da linguagem do sublime, objeto de nossas considerações.

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