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Biofabricação de tecidos artificiais à base de colágeno em biorreatores feitos sob medida para Medicina regenerativa e testes in vitro

Processo: 16/03463-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Andreas Kaasi
Beneficiário:Andreas Kaasi
Empresa:EVA Scientific Indústria, Comércio e Serviços Ltda
Vinculado ao auxílio:14/22799-3 - Biofabricação de tecidos artificiais à base de colágeno em biorreatores feitos sob medida para medicina regenerativa e testes in vitro, AP.PIPE
Assunto(s):Engenharia tecidual   Colágeno   Reatores biológicos   Medicina regenerativa   Técnicas in vitro

Resumo

A inovação proposta neste projeto está no desenvolvimento de produtos de Engenharia de tecidos aplicada à terapia de doenças (Medicina regenerativa) e também ao mercado de testes in vitro, onde microtecidos são produzidos de acordo com um ensaio específico para a área Biomédica, Cosmética, Farmacêutica, Química e afins. O desenvolvimento destes novos produtos (à base de colágeno), além de comercializados como matéria prima, serão também utilizados como base para produção de tecidos biológicos vivos para estudos pré-clínicos (in vitro e in vivo) minimizando o uso de animais, principalmente para indústria de cosméticos que cresce anualmente 30%, sendo que há uma nova legislação em nível estadual (já sancionado pelo governador Alkmin em janeiro deste ano; INTERTOX, 2014) e federal (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2014) que proíbe o uso de animais vivos para estes fins, com multas de até R$1.000.000,00 em casos de violação. Este tipo de restrição contra uso de animais vivos no desenvolvimento de cosméticos já existe na Europa desde 2004, sob o nome de "Cosmetics Directive" da União Européia (EUROPEAN UNION, 2014). A sanção da lei pelo Estado de São Paulo e pela Câmara dos Deputados coloca Brasil num grupo seleto de Países que têm a convicção de que os testes em animais podem ser substituídos por outros meios, que atualmente conta com somente Israel e Índia, além da União Européia. Esta aplicação abre espaço para novos modelos artificiais de tecidos vivos que podem atender a falta de opção para estudos deste setor industrial. Procura-se combinar os melhores pontos e vantagens da abordagem natural, estabelecendo uma produção própria de colágeno (e futuramente outros polímeros como queratina e elastina) objetivando a larga escala com a flexibilidade da abordagem sintética. Especificamente, em vez de produzir um arcabouço sintético diretamente com uma impressora 3D, serão produzidos biorreatores com compartimentos de moldes feitos com tecnologia de impressão 3D, onde entrarão os polímeros naturais e ali adquirindo a forma geométrica desejada. Em paralelo e/ou em série, acontecerão os eventos de semeadura celular e condicionamento tecidual. Um sistema capaz a integrar os processos de 1) confecção do arcabouço; 2) semeadura celular e 3) condicionamento em biorreator, será algo inovador e inédito, até agora não visto na área de Engenharia de tecidos e Medicina regenerativa. Esta nova abordagem, integrando os diversos sub-processos da Engenharia de tecidos em um só sistema, a ser chamado "fábricas de bio-tecidos artificiais", permitirá, na Fase II, a escalabilidade necessária para transformar e impactar positivamente a Saúde do nosso País. (AU)