Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo das bases anatômicas para um mecanismo de transmissão de volume no sistema peptidérgico do hormônio concentrador de melanina [MCH]

Processo: 16/02748-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Jackson Cioni Bittencourt
Beneficiário:Giovanne Baroni Diniz
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Neuroanatomia   Epêndima   Neuropeptídeos   Hormônio concentrador de melanina

Resumo

O hormônio concentrador de melanina [MCH] é um neuropeptídeo virtualmente presente em todos os vertebrados conhecidos, desempenhando uma extensa gama de funções, que vão da regulação da pigmentação da pele de peixes teleósteos até a integração sensorial e a modulação de comportamentos motivados. Este neuropeptídeo foi caracterizado no sistema nervoso central de alguns mamíferos, como ungulados, felinos, símios e roedores. Dentro deste último grupo, no entanto, seu mapeamento de inervação é conhecido no rato, mas não no camundongo. Considerando que grande parte dos estudos funcionais sobre o MCH foi feita nesse modelo experimental, é fundamental que conheçamos detalhadamente as características anatômicas do MCH nesses animais. Em contraposição ao grande corpo de informações na literatura sobre o MCH, as informações sobre seus receptores, MCHR1 e MCHR2, são ainda limitadas, especialmente porque roedores não apresentam o subtipo 2 desse receptor, o que dificulta o seu estudo. Visando detalhar a distribuição espacial do MCH no camundongo e melhor caracterizar seus receptores, submeteremos aos métodos de imuno-histoquímica [IHC] e hibridização in situ [ISH] o SNC de camundongos selvagens, camundongos KO para o MCHR1 e camundongos com a inserção do gene humano que codifica o MCHR2 para que possamos identificar os locais de síntese dessas proteínas e de produção de seu RNAm. Até esta etapa do trabalho, caracterizamos por meio de IHC os locais de síntese e os principais campos de inervação do MCH em camundongos machos e fêmeas em diversos estados fisiológicos [diestro; gestação; começo, meio e fim da lactação]. Também realizamos a padronização dos protocolos de IHC para o receptor MCHR1, uma vez que esses receptores apresentam alguns desafios metodológicos para realização de imuno-histoquímica. Finalmente, os resultados parciais gerados até o momento apontam para um possível mecanismo de transmissão por volume para a sinalização mediada por MCH no SNC de ratos e camundongos. Adicionalmente, encontramos a presença de elementos do sistema peptidérgico do MCH em regiões relacionadas à neurogênese no encéfalo adulto. Considerando a parca informação disponível na literatura sobre a ação do MCH nessas regiões, decidimos melhor investigar os aspectos anatômicos do sistema peptidérgico do MCH nessas áreas, empregando para isso o método de IHC associado à microscopia de luz e microscopia eletrônica, além de traçadores neuronais. (AU)