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Estudo da sensibilidade olfatória como possível biomarcador de Doença de Alzheimer experimental em animais da cepa Wistar audiogenic rat (WAR)

Processo: 15/19143-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Norberto Garcia Cairasco
Beneficiário:Isabela Franco Villela
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Alzheimer   Neurologia   Percepção olfatória   Memória (psicologia)   Modelos animais de doenças   Marcador molecular   Peptídeos beta-amiloides

Resumo

A sensibilidade olfatória tem se mostrado relevante na pesquisa de doenças neurodegenerativas tais como a doença de Alzheimer, a qual é caracterizada principalmente pela perda substancial de memória. Recentes estudos têm demonstrado que a perda olfatória possa ser utilizada como biomarcador, com validade preditiva, durante o desenvolvimento de tais doenças. Nesse contexto esse projeto busca associar sensibilidade olfatória e doença de Alzheimer. Para tanto será interessante verificar a sensibilidade olfatória da cepa Wistar Audiogenic Rat (WAR) e dos seus controles, a cepa Wistar, em 3 diferentes idades: 2 meses (jovem), 6 meses (adulto) e 1 ano (idoso). Além de, avaliar se existe associação entre perda olfatória precoce e perda de memória, e finalmente detectar possíveis alterações na expressão de marcadores moleculares da doença de Alzheimer em animais da cepa WAR. Para testar tal hipótese serão utilizados três grupos experimentais de cada cepa (n=15 animais/faixa etária), que serão testados para sensibilidade olfatória, a partir do teste do bloco (block test) e do teste do alimento enterrado (buried food test). Para verificação de memória, será utilizado o Labirinto Aquático de Morris. Subsequentemente os cérebros dos WARs serão analisados bioquimicamente para se verificar os níveis das proteínas beta-amilóide e tau fosforilada (fosfo-Tau) no Cerebelo, Córtex Frontal e Hipocampo. Com o propósito de demonstrar a viabilidade desse protocolo experimental, testes preliminares foram realizados com um grupo de 11 WARs, sendo 5 adultos e 6 idosos. Os resultados obtidos a partir do buried food test, revelaram um déficit olfatório aumentado nos animais adultos em relação aos mais velhos. Esses dados estão em acordo com os obtidos anteriormente em nosso Laboratório que mostraram maior quantidade de agregados de beta-amilóide nos animais adultos. Baseando-se nesses primeiros dados, esse presente estudo parece demonstrar que a perda olfatória pode ser associada como marcador bioquímico da doença de Alzheimer, e sugerem fortemente que esse déficit sensorial pode ser utilizado como uma característica preditiva precoce dessa doença. (AU)