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Direcionamento do domínio III da proteína e do vírus da dengue para células dendríticas por meio de vacina de DNA

Processo: 16/04477-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Silvia Beatriz Boscardin
Beneficiário:Arthur Baruel Zaneti
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Dengue   Vacinas de DNA   Células dendríticas

Resumo

A dengue é uma infecção causada pelo vírus da dengue (DENV) que acomete milhões de pessoas por ano, causando sintomas como febre, diarreia, dores de cabeça e vômitos. Apesar de sua importância epidemiológica e incidência crescente, uma vacina efetiva contra o DENV ainda não foi desenvolvida. Um dos antígenos utilizados na formulação de vacinas contra o DENV é a proteína do envelope (E) viral. Esta proteína contém 3 domínios (EDI, EDII e EDIII). Vários estudos demonstraram que o EDIII possui maior potencial imunogênico por conter epítopos que induzem anticorpos neutralizantes.Entre as estratégias de vacinação disponíveis hoje, estão as vacinas de DNA. Esse tipo de vacina consiste de um plasmídeo contendo a sequência do antígeno de interesse. Uma vez injetado no organismo, o plasmídeo pode transfectar diretamente células apresentadoras de antígeno (APCs) ou outras células adjacentes. Após a síntese do gene de interesse, o produto é então apresentado via MHC classe I e II na superfície da membrana celular, dando início à resposta imune. Uma das principais desvantagens desse tipo de vacinação é a baixa imunogenicidade gerada. Visando solucionar esse problema, uma forma de aprimorar a vacina é utilizar uma estratégia que vise o direcionamento do produto gênico para células dendríticas.As células dendríticas (DCs) são as principais APCs do sistema imune. Trabalhos envolvendo o direcionamento de antígenos para estas células tem mostrado uma melhora na resposta imune gerada. O direcionamento é feito fusionando-se o antígeno a um anticorpo monoclonal que se liga ao receptor de superfície DEC205, expresso por uma subpopulação específica de DCs. No caso de vacinas de DNA, já foi demonstrado que a imunização de animais com plasmídeos codificando um gene quimérico contendo as porções variáveis das cadeias leve e pesada (single-chain variable fragmente, scFv) do anticorpo monoclonal ±DEC205 fusionadas ao antígeno são capazes de fazer o direcionamento efetivo para DCs, aprimorando a resposta imune em alguns casos.Neste projeto temos interesse em desenvolver uma vacina de DNA contendo o domínio III (EDIII) da proteína E do DENV fusionado à um scFv ±DEC205.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ZANETI, ARTHUR BARUEL; YAMAMOTO, MARCIO MASSAO; SULCZEWSKI, FERNANDO BANDEIRA; ALMEIDA, BIANCA DA SILVA; SANTOS SOUZA, HIGO FERNANDO; FERREIRA, NATALIA SOARES; NASCIMENTO FABRIS MAEDA, DENICAR LINA; SALES, NATIELY SILVA; ROSA, DANIELA SANTORO; DE SOUZA FERREIRA, LUIS CARLOS; BOSCARDIN, SILVIA BEATRIZ. Dendritic Cell Targeting Using a DNA Vaccine Induces Specific Antibodies and CD4(+) T Cells to the Dengue Virus Envelope Protein Domain III. FRONTIERS IN IMMUNOLOGY, v. 10, JAN 29 2019. Citações Web of Science: 3.

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