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Discurso sobre o sexo no Brasil Colonial

Processo: 16/02408-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Jean Marcel Carvalho França
Beneficiário:Fernando Eduardo Strabelli
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/14786-6 - Escritos sobre os novos mundos: uma história da construção de valores morais em Língua Portuguesa, AP.TEM
Assunto(s):Sexo   Religiosidade   Período Colonial (1500-1822)

Resumo

A regulação e controle dos deleites sensuais e dos prazeres da carne constituíram um dos aspectos principais da moral cristã brasileira durante o período colonial. O objetivo da presente pesquisa é justamente avaliar a importância da religião na formação moral do brasileiro, por meio de uma análise detalhada das prescrições sobre o modo de se posicionar frente ao sexo ditadas pelo catolicismo dos trópicos, com especial ênfase para o século XVIII, período em que a Igreja consolida sua estrutura e sistematiza o seu discurso. Trata-se de uma tentativa de avaliar os modos pelos quais o discurso religioso equacionava o sexo, através da descrição sistemática dos modelos propostos pela igreja para o desenvolvimento da relação de cada indivíduo consigo mesmo e com o seu corpo. Em resumo, queremos pensar como os moralistas cristãos abordaram e regraram o sexo na colônia, sobretudo entre os colonos, ao longo dos séculos XVII e XVIII. Para tal, analisaremos diversos documentos religiosos então produzidos (sermões, epístolas, orações, livros de moral, etc.) -- documentos voltados para o mapeamento dos pecados e para a proposição de modelos virtuosos de conduta -- com o propósito de extrair daí as diretrizes da igreja católica local no tocante aos prazeres da carne. Daremos uma especial atenção às Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia (1707) documento que dá grande visibilidade aos deleites sensuais, delineando sistematicamente penas para os muitos "desvios" a que conduzem.

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