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Epidemiologia, avaliação de danos e controle de doenças da videira

Processo: 16/09748-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2016
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lilian Amorim
Beneficiário:Caio André Gonçalves
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/24003-9 - Epidemiologia, avaliação de danos e controle de doenças da videira, AP.TEM
Assunto(s):Videiras   Controle de doenças   Míldio   Antracnose   Ferrugem (doença de planta)   Fungicidas   Epidemiologia   Fitopatologia

Resumo

Este projeto de pesquisa foi motivado pela exagerada aplicação de fungicidas dos viticultores paulistas para o controle das doenças da videira. Estimativas recentes indicam que o controle das doenças fúngicas vem sendo realizado com 103 e 59 aplicações de fungicidas por safra em vinhedos de uvas finas (Vitis vinifera) e de uvas rústicas (Vitis labrusca), respectivamente, no estado de São Paulo (Costa et al., 2012). Não há justificativa para esse número de aplicações, pois os danos causados pelas doenças da videira que ocorrem em São Paulo não foram estimados quantitativamente. Também não há, com exceção do míldio, informações detalhadas sobre a influência das variáveis ambientais nas diferentes fases do ciclo das doenças que mais incidem nos vinhedos paulistas. Esse tipo de manejo intensivo e preventivo, além de elevar os custos de produção, pode acarretar prejuízos adicionais como a seleção de estirpes resistentes dos patógenos aos fungicidas, o acúmulo de fungicidas no solo, a presença de resíduos de fungicidas nos frutos para comercialização, com danos ainda não estimados ao ambiente e ao consumidor. Modificações no manejo podem e devem ser realizadas para reduzir o número de aplicações de fungicidas sem reduzir a eficiência de controle. O principal objetivo deste projeto de pesquisa é compreender o processo epidêmico de míldio, antracnose e ferrugem em vinhedos paulistas, a fim de propor estratégias de manejo que permitam reduzir o uso de fungicidas. Adicionalmente ao estudo das doenças de ocorrência mais frequente em São Paulo, este projeto também irá avaliar o desenvolvimento do cancro bacteriano da videira, doença restrita ao Nordeste brasileiro, e estimar os danos provocados por essa doença nas cultivares paulistas, antecipando informações para minimizar seu impacto caso haja introdução da doença no estado de São Paulo. Propõe-se, neste projeto, avaliar o monociclo da ferrugem, da antracnose e do cancro bacteriano da videira em condições controladas; avaliar os efeitos dessas doenças e do míldio da videira na fotossíntese e na disponibilidade de carboidratos das plantas ao longo de cinco anos de cultivo, para estimar os danos por elas provocados em cada safra e ao longo das safras; determinar a sensibilidadede isolados de Plasmopara viticola, Phakopsora euvitis e Elsinoë ampelina (Sphaceloma ampelinum) a fungicidas, com caracterização molecular da resistência; caracterizar o efeito da arquitetura das plantas em diferentes sistemas de condução, nas variáveis ambientais e no progresso espaço-temporal das doenças em vinhedos; simular o progresso de cada doença em cada sistema de manejo; propor sistemas de previsão dessas doenças. Fazem parte do projeto especialistas em epidemiologia de doenças de plantas, fitotecnia, histopatologia, fisiologia vegetal, agrometeorologia e previsão de doenças. (AU)