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Tendências dualistas na Psicobiologia de Aristóteles

Processo: 16/02485-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Lucas Angioni
Beneficiário:Roberto Grasso
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/25952-5 - A eficácia causal da alma de Aristóteles: poderes vitalistas vs. atividades incorporadas, BE.EP.PD
Assunto(s):Filosofia antiga   Corpo   Psicobiologia   Dualismo   Alma   Aristóteles

Resumo

A presente proposta de pesquisa diz respeito à tensão problemática entre o hilemorfismo de Aristóteles (uma forma filosoficamente sofisticada do materialismo) e algumas tendências dualistas em sua psicobiologia. A investigação pretende demonstrar que a fonte das referidas tendências não se encontra - conforme reivindicado por interpretações dualistas atuais - na peculiar "imaterialidade" e "separação" concedida ao intelecto, mas sim, reside na fisiologia de Aristóteles e em sua descrição das atividades cognitivas (perceptual e intelectual). Para este fim, a investigação proposta oferecerá uma leitura nova das teses relevantes em suas obras psicológicas e biológicas, incluindo a descrição da 'aisthesis' (sentido, ou sensação) como uma 'mesotes' ("meio-termo", ou, segundo o que será proposto, "intercessão mediadora fundamentada na proporção"), e a definição de percepção e intelecção como "recepção de formas sem matéria". A conclusão almejada é de que a alma, em seu papel de agente fisiológico imaterial e receptáculo das abstrações cognitivas, não é nem redutível, nem emergente dos elementos materiais que compõem o corpo. Isso suscita a questão de saber se - e como - o dualismo que essa conclusão parece implicar pode ser compatível com o hilemorfismo. Na avaliação desta última questão, uma atenção especial será dada aos desenvolvimentos contemporâneos na metafísica de poderes, que podem fornecer uma compreensão da consistência entre as tendências dualistas de Aristóteles e seu hilemorfismo.