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Produção de hidrogéis de membrana amniótica e de polietilenoglicol (PEG) visando a regeneração de tecido cartilaginoso

Processo: 16/01584-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Pesquisador responsável:Anderson de Oliveira Lobo
Beneficiário:Tatiane Venturott Toniato
Instituição-sede: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/17877-7 - Desenvolvimento de novos scaffolds poliméricos por eletrofiação com incorporação de nanotubos alinhados e nanohidroxiapatita para regeneração óssea, AP.JP
Assunto(s):Âmnio   Hidrogéis

Resumo

Doença reumática é o termo usado para denominar diferentes doenças que tem em comum o comprometimento de ossos, cartilagem, articulações, tendões, ligamentos e/ou músculos. As doenças reumáticas atingem cerca de 12 milhões de brasileiros acometendo os pacientes de forma física, psicológica e social, podendo leva-los à invalidez. Quando um tecido biológico é danificado ou perdido, há a necessidade do uso de um material que o substitua, fornecendo condições semelhantes às encontradas no interior do corpo humano, e estimulando o seu processo de regeneração natural. À estes materiais dá-se o nome de biomateriais. Dentre os biomateriais, estudos demonstram o uso eficiente de hidrogéis para regeneração de ossos, cartilagens e vasculaturas, além da administração controlada de fármacos. Trata-se de materiais poliméricos hidratados, geralmente produzidos pela fotopolimerização de monômeros, com a formação de ligações cruzadas entre as cadeias. Graças à sua textura, os hidrogéis podem ser injetados diretamente no tecido danificado de maneira minimamente invasiva. Uma variedade de polímeros naturais e sintéticos são utilizados na produção dos hidrogéis, sendo o polietilenoglicol (PEG) um material de destaque graças às suas propriedades de biocompatibilidade, baixa imunogenicidade e solubilidade em água. O PEG é comumente modificado pela inserção de grupos funcionais para o aprimoramento de suas propriedades, dentre eles o polietilenoglicol-dimetacrilato (PEGDMA) destaca-se graças às suas boas propriedades mecânicas. A membrana amniótica (MA) tem sido estudada como possível biomaterial na Medicina Regenerativa, com bons resultados no tratamento de doenças da córnea, coração, fígado e pulmão. Porém, pouco se fala sobre o uso da MA na regeneração de associadas ao tecido cartilaginoso. Portanto, este projeto de pesquisa pretende desenvolver hidrogéis de PEGDMA e MA fornecendo caracterizações reológicas, morfológicas, térmicas e de degradação suficientes para uma futura terapia de regeneração de tecido cartilaginoso utilizando MA. Os hidrogéis também serão testados in vitro, para avaliar a viabilidade celular e adesão dos condrócitos humanos utilizados. Espera-se observar por meio de tais ensaios que o hidrogel de membrana amniótica tem aplicabilidade no tratamento de doenças associadas à perda de tecido cartilaginoso.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TONIATO, TATIANE VENTUROTT; STOCCO, THIAGO DOMINGUES; MARTINS, DANILO DOS SANTOS; SANTANNA, LUCIANA BARROS; TIM, CARLA ROBERTA; MARCIANO, FERNANDA ROBERTA; SILVA-FILHO, EDSON CAVALCANTI; CAMPANA-FILHO, SERGIO PAULO; LOBO, ANDERSON DE OLIVEIRA. Hybrid chitosan/amniotic membrane-based hydrogels for articular cartilage tissue engineering application. INTERNATIONAL JOURNAL OF POLYMERIC MATERIALS, JULY 2019. Citações Web of Science: 1.

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