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Produção hepática de glicose mediada por ácidos graxos ômega-3: papel da proteína Galphaq/11

Processo: 16/05948-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 26 de agosto de 2016
Vigência (Término): 17 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Dennys Esper Corrêa Cintra
Beneficiário:Vanessa de Oliveira
Supervisor no Exterior: Andy Babwah
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Local de pesquisa : Western University , Canadá  
Vinculado à bolsa:13/26149-0 - Produção hepática de glicose mediada por ácidos graxos insaturados: papel da proteína GQ11, BP.DR
Assunto(s):Nutrigenômica   Obesidade   Diabetes mellitus   Ácidos graxos ômega-3

Resumo

O diabetes mellitus alcançou proporções epidêmicas nas últimas décadas e constitui um dos maiores desafios dos sistemas de saúde da atualidade. O diabetes tipo 2 (DM2) resulta da resistência à insulina, um fenômeno intimamente associado com a inflamação crônica e de baixo grau, característica de obesidade. O processo obesogênico conduz a uma variedade de distúrbios metabólicos, que prejudicam significativamente a homeostase da glicose no organismo. Quando o fígado torna-se resistente à insulina, a síntese de glicogênio é prejudicada enquanto a via gliconeogênica permanece ativa; isto resulta num estado hiperglicêmico constante no indivíduo. A fim de tratar tal condição fisiopatológica, estratégias nutricionais anti-inflamatórios têm sido amplamente estudadas. Estas incluem o uso de ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9. Tais nutrientes atuam por meio da sinalização via complexo proteico GPR120 / ²-arrestina-2 / TAB1,2,3 a fim de desarticular cascatas pró-inflamatórias, tais como as do TNF-± e TLR-4 (Toll-like receptor 4) impactando positivamente sobre a via de sinalização de insulina. No entanto, estudos publicados sugerem a existência de um mecanismo adjacente à sinalização do complexo GPR120 / ²-arrestina-2 / TAB1,2,3. Neste contexto, o GPR120 também poderia sinalizar através das proteínas G, G±q e G±11 para desencadear mecanismos que melhorem o controle glicêmico no organismo. Especificamente, demonstrou-se por meio de estudos in vitro que após a ativação do GPR120 por ácidos graxos ômega-3, as subunidades G±q / 11 se associam com a subunidade catalítica p110 de PI3-K (fosfatidilinositol-3-quinase), ativando-a. A PI3-K, em seguida, fosforila e ativa outra quinase, a Akt, que propaga os sinais promovidos pelos ácidos graxos É-3 para o núcleo da célula, resultando na fosforilação do fator de transcrição FoxO1, responsável pela transcrição de genes que codificam proteínas tais como PEPCK e G-6Pase, envolvidas no metabolismo hepático da glicose. Com base nestes dados da literatura, há a hipótese de que os ácidos graxos ômega-3 atuem sobre metabolismo hepático da glicose por meio da ativação do complexo proteico GPR120 / G±q / 11, e que, a ausência das subunidades G±q / 11 no fígado de camundongos seja suficiente para inibir os efeitos benéficos destes nutrientes na homeostase da glicose, no contexto da obesidade e diabetes. (AU)

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